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Região

Atingida por fortes chuvas, Alto Tietê monitora 164 áreas de risco

Dados são referentes a Suzano, Poá, Ferraz, Itaquá e Guararema. Em Mogi os dados dos locais podem ser divulgados até abril

04 fevereiro 2024 - 12h00 Por Lohayne Martins - da Reportagem Local

As fortes chuvas da semana passada obrigaram as cidades do Alto Tietê a reforçarem as áreas de risco para evitar tragédias.

Cinco das dez cidades contabilizam 164 locais. Os dados são da Defesa Civil de Suzano, Poá, Ferraz, Itaquá e Guararema. Em Mogi, a Prefeitura informou que está em andamento o trabalho de revisão de áreas de riscos na cidade.

Em Suzano, foram registradas 45 áreas de risco mapeadas. De acordo com a prefeitura, as ações para evitar situações urgentes são realizadas por meio de um planejamento de contingência, envolvendo o monitoramento das 45 áreas de risco existentes hoje. Além disso, a Defesa Civil trabalha para mitigar os impactos causados pelas chuvas, inclusive trabalhando para desobstruir os bueiros da cidade, com limpeza de valas de drenagem, desassoreamento de córregos e rios.

Contudo, o órgão informou que está sempre preparada para atender as ocorrências diariamente. Para falar com o setor basta entrar em contato com o telefone (11) 4748-5394.

A administração do município orienta que os munícipes não descartem lixos, entulhos e entre outros em lugares irregulares. Para fazer o descarte correto desses resíduos a cidade possui quatro ecopontos, basta acessar esse link para localizar: (suzano.sp.gov.br/meio-ambiente/resíduos/ecopontos).

Mas, caso alguém presencie o ato irregular, pode denunciar para a Ouvidoria Municipal, pelo telefone 0800 774 2007, pelo e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br, ou para o Departamento de Fiscalização de Posturas, no número (11) 4745-2046.

Já em Poá, a Defesa Civil realizou o monitoramento de 21 áreas de risco existentes na cidade. Para que fosse monitorado esses locais, os agentes do órgão responsável estão sempre nas ruas para efetuar registros de relatórios e se necessário, intervenção e atendimento aos moradores.

Em Itaquá, as 30 áreas de risco são monitoradas 24 horas. A Defesa Civil tem um canal aberto, por meio do Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdec), para população com objetivo de formar/treinar moradores para ação imediata em casos de desastres naturais.

A prefeitura faz constantemente limpeza de bueiro, poda de árvores, capinação e desassoreamento dos córregos para que os transtornos possam ser minimizados. Inclusive, após inúmeros pedidos e tratativas junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), o programa "Integra Tietê" iniciou o desassoreamento no Rio Tietê, no trecho do lote 4, no dia 18 de dezembro.

A administração investiu mais de R$ 6 milhões em trabalhos relacionados ao combate e prevenção às enchentes em 2023, que envolvem intervenções de infraestrutura em áreas estratégicas e que são consideradas mais vulneráveis a possíveis intercorrências motivadas pelas condições climáticas.

Outro feito foi a construção do muro de contenção do Louzada, que corta as ruas Águas Formosas e Joaquim Torres dos Santos. Com investimento de R$ 5,5 milhões, a obra iniciou em 2023, fortalecendo a segurança da região e revitalizando parte da infraestrutura comprometida por deslizamentos de terra.

A população da cidade pode acompanhar as condições climáticas enviando um SMS com o Cep de sua residência para 4099. Para solicitar apoio da Defesa Civil deve ligar para o 199.

A prefeitura de Guararema informou que de acordo com os dados do Instituto Geológico (Mapeamento de Riscos de Movimentos de Massa e Inundações do Município de Guararema), de 2020, Guararema conta, atualmente, com 34 áreas de risco, em sua maioria com risco "muito baixo e baixo" ou "médio" para inundação ou deslizamento.

Além disso, ao longo do ano, a Prefeitura de Guararema, por meio da Secretaria de Obras, Meio Ambiente, Planejamento e Serviços Públicos realiza trabalhos prévios para minimizar os impactos causados pela chuva, como limpeza de rios, córregos, podas de árvores, dentre outras ações. 

São 34 áreas de riscos monitorados, sendo seis principais, em Ferraz. A prefeitura informou que são feitos monitoramento, fiscalização, divulgações através das redes sociais, além de divulgação visual ( faixas, placas e panfletagem )

A Defesa Civil de Mogi informou que está em andamento o trabalho de revisão das áreas de risco, por meio do Plano Municipal de Redução de Risco, realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Portanto, ao final destes estudos que estão previstos para abril de 2024, será possível ter o diagnóstico do número de áreas, assim como o número de pessoas que residem nestas áreas. 
 

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