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COMBATE A DENGUE

Alto Tietê combate a dengue sem saber número de focos do mosquito

Prefeituras desconhecem quantidade, mas para controlar os focos de dengue, há cidades que intensificam trabalhos com campanha 'Casa a Casa'

22 fevereiro 2024 - 08h54 Por Gabriel Vicco - de Suzano

O Alto Tietê combate à dengue, mas não possui o número de focos do mosquito Aedes Aegypti. O DS encaminhou pedidos da quantidade para as prefeituras da região, mas apenas Itaquá consegue mensurar o número. 

São 4.259 focos de dengue em ações de combate à doença em 2024. A região tem mais de mil casos da doença em 2024.

A maior parte dos focos encontrados em Itaquá são nos bairros do Marengo e Recanto Mônica. Os locais são monitorados continuamente pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e Controle de Zoonoses.

Para controlar os focos de dengue, a Secretaria de Saúde intensificou os trabalhos na cidade com a campanha ‘Casa a Casa’, a qual as equipes da pasta visitam residências e eliminam criadouros do mosquito.

Além disso, um cronograma de campanha em ações de bloqueio e outras medidas de controle larvário foi estabelecido pela Prefeitura. “Vale destacar que os agentes efetuam o acompanhamento constante dos casos notificados adotando medidas pertinentes ao controle da proliferação das arboviroses”, explica.

Em Suzano, a Prefeitura explicou que “não há como mensurar a quantidade de focos criadouros do mosquito Aedes Aegypti”. De acordo com a administração, em um mesmo local é possível encontrar vários focos, qualquer residência, mesmo que seja organizada.

Os agentes do Setor de Controle de Zoonoses da cidade trabalham diariamente orientando moradores a eliminar o foco, retirando a água acumulada em pratos de vasos de planta, garrafas e outros materiais.

“Quando não é possível, como em grandes recipientes e caixas d’água, os agentes aplicam larvicida e recomendam que a tampa seja providenciada”, explica a Prefeitura.

A administração também realiza a nebulização de inseticida nos bairros com elevados números de casos. O serviço já passou por Jardim Revista, Jardim Varan, Vila Amorim, Jardim Luela, Jardim Maitê e Jardim Colorado

A Prefeitura de Mogi explicou que não é possível conseguir o número de focos de dengue, já que qualquer água empoçada, seja em casas ou terrenos baldios, é um potencial foco da doença.

No entanto, a administração explica que “faz um trabalho intenso em todo o município e que alguns bairros estão registrando alta de casos positivos de dengue, tais como Vila Natal, Vila Oliveira, Vila São Sebastião, Vila São Francisco, Centro e Jundiapeba”.

A cidade tem o Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses que realiza ações de combate à dengue durante todo o ano. Visitas e mapeamento de bairros, atendimento de denúncias, monitoramento dos pontos estratégicos e de locais com casos confirmados são algumas das ações.

A Secretaria de Saúde intensificou as ações de orientação à população por conta da alta de casos. Além disso, são feitas outras ações, como: criação do Comitê de Combate à Dengue, formado por representantes de vários setores da Prefeitura de Mogi das Cruzes, para condução de ações em conjunto; brigadas contra a dengue; e ações de orientação aos munícipes para o combate ao mosquito.

A Vigilância em Saúde de Ferraz de Vasconcelos está realizando ações educativas e de prevenção no município. 

Os 260 Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Controle de Endemia (ACE) estão na cidade orientando os moradores. As ações foram reforçadas e ampliadas nas casas, que são os principais locais de criadouros. Não foi especificado o número de focos de dengue até o fechamento desta reportagem.

 

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