O número de mortes por Aids nas cidades do Alto Tietê caiu 27,7% nos primeiros nove meses de 2025 se comparados ao mesmo período do ano passado. Foram ao menos 13 mortes em decorrência da doença registradas na região, contra 18 óbitos no ano passado.
Os números são das cidades de Suzano, Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos. Itaquaquecetuba respondeu, mas não expôs números. As demais cidades não responderam aos questionamentos até o fechamento da reportagem.
Em Suzano, foram registradas cinco mortes entre janeiro e setembro de 2025. No mesmo período do ano passado, foram oito óbitos, o que significa uma queda de 37,5%.
Em relação ao número de casos, a Prefeitura disse que foram 45 notificações neste ano. Ao todo, foram registrados 957 casos na cidade, sendo que 787 pacientes estão em atendimento no serviço municipal.
A Prefeitura explicou que o acolhimento acontece pelo Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA). O acompanhamento realizado consiste em: consultas médicas com infectologista, exames de monitoramento, dispensação de medicamentos antirretrovirais e consultas com equipe multiprofissional.
O atendimento é feito por demanda e a partir de encaminhamentos de toda a rede de Saúde do município. A cidade atende munícipes e moradores de outros municípios.
Em Mogi, a redução das mortes foi de 20%, sendo registrados 10 óbitos no ano passado e oito neste ano. Nos casos, a cidade teve 69 casos até o momento em 2025 e 77 em 2024.
O tratamento da doença é realizado no Serviço de Assistência Especializada (SAE). De acordo com a administração, é feito de forma multiprofissional, seguindo os critérios do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI), do Ministério da Saúde.
A Prefeitura disse, ainda, que o atendimento tem foco no cuidado integral, inclusivo, humanizado e sem discriminação. O acesso ao SAE é feito por meio de encaminhamentos ou iniciativa do usuário.
A Prefeitura de Ferraz informou que não foi registrado óbito pela doença em 2025. No ano passado, uma pessoa morreu em decorrência da Aids. A cidade registrou 36 casos da doença neste ano.
O tratamento da doença é feito pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do município. O paciente pode ser diagnosticado pela Unidade Básica de Saúde (UBS), pelo próprio SAE ou por algum outro serviço da cidade.
Após o atendimento inicial, o paciente agendará uma consulta médica e depois exames específicos. Posteriormente, passa pelo setor de dispensação de medicamentos e orientação dos medicamentos antirretrovirais. O paciente passa em consulta a cada seis meses, além de poder ter encontros com psicólogo e serviço social.
Todos os pacientes com exames que confirmam a Aids são atendidos pelas equipes de Saúde para o início do tratamento e devidos encaminhamentos. O objetivo é que a doença seja mantida sob controle.
Em Itaquá, a Prefeitura informou que as pessoas diagnosticadas com a Aids são encaminhadas para o Serviço de Atendimento Especializado (SAE), onde recebem acolhimento, aconselhamento, coleta de exames, atendimento multiprofissional e tratamento.
De acordo com a administração, todo paciente diagnosticado inicia, imediatamente, o tratamento e é vinculado ao SAE. No local, é acompanhado de forma contínua.
Um plano de cuidado individualizado é elaborado, com seguimento realizado pela equipe multiprofissional, composta por médico infectologista, enfermeiro, assistente social e psicólogo.
A Prefeitura informou, ainda, que a gestão dos casos é feita por meio do monitoramento da adesão ao tratamento, utilizando plataformas oficiais do governo, e complementada pela busca ativa dos pacientes faltosos, garantindo que ninguém fique sem acompanhamento.