Abuso de menores está sendo um fato tão constante e absurdo sem parecer que as pessoas se conscientizem de verdade e tomem providências para que isso não mais se repita.
Segundo estatística das varas de infância e juventude existem quatro sintomas mais claros com relação à criança abusada, esclarecendo que necessariamente quem tem esses sintomas tenham sido abusadas, mas é sempre bom analisar se esses eram comportamentos já presentes na vida dessas crianças e adolescentes em épocas anteriores...
O primeiro deles é a mudança de comportamento repentina, crianças extrovertidas e alegres se tornam introspectivas e tristes, buscando se manter mais ausentes da companhia dos familiares, o medo às faz temer qualquer atitude diferente nos familiares.
A segunda é a infantilização, que é se comportar com padrões de crianças de idade inferior e ter também mudança de padrão de sono alterado, muitas vezes acompanhada de pesadelos e que podem se debater à noite como se buscassem se defender de algo que as atinge e incomoda.
Nota-se também em algumas crianças a hiperssexualização precoce, comentam assuntos que dizem mais respeito aos adultos, falam de sexo com mais naturalidade, demonstrando muitas vezes um conhecimento que não deveria ter ainda de certas situações.
E não menos importante, mas que ocorre com bastante frequência é a automutilação, crianças que se auto agridem, que parecem querer se punir por coisas que acontecem e que entendem ser por sua culpa ou responsabilidade. Esses sintomas normalmente em conjunto ajudam a entender que a criança vem sofrendo abuso e não se sente preparada para relatar o acontecido ou que vem acontecendo. O ambiente do lar deve ser acolhedor e receptivo para que a criança ou adolescente se sinta encorajado a relatar o abuso, principalmente porque o abusador quase sempre é pessoa próxima, podendo ser inclusive um familiar, bem quisto e bem visto pelos demais membros da família o que por certo irá de inicio gerar incredulidade e desconfiança. As novas famílias que se formam não podem deixar de ter atenção redobrada com as crianças que levam consigo de relacionamentos anteriores, fato bastante comum nos dias atuais, onde casais se separam e acabam se relacionando com outras pessoas e se unem por afinidade ou necessidade.
Este é certamente um assunto que poderia se estender em vários artigos, movido a muitos comentários, pois, é fato muito comum entre muitas famílias, independente da classe social, pois, o abusador pode ser uma pessoa culta, de boas condições financeiras e ter esse distúrbio que causa tantos males aos abusados e até a ele mesmo, que pode sentir remorso pelos atos praticados, mas não consegue vencer essa índole daninha. Hoje vemos relatos de pessoas conhecidas que foram vitimas de abuso na infância, muitas abusadas pelo próprio genitor, que tem esse desvio de conduta e ainda ameaça a criança que se sente desamparada e certamente desacreditada se pretender contar o que acontece, visto que é sempre mais fácil se dar credibilidade para o que um adulto fala do que para uma criança, resultando seu relato normalmente em punição pelo descrédito em suas palavras, sem analisar todo contexto que envolve esse ser frágil e agora temeroso.
As famílias e o lar devem ser o local mais acolhedor e seguro para as crianças de maneira que sempre se sintam encorajadas a relatar qualquer tipo de abuso a que venham sofrer, dentro ou fora de casa.