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Sueli Barão

Confiança plena

20 fevereiro 2022 - 08h00 Por Gabriely Machado
Confiança plena

Um filho, que sabe o quanto é amado e cuidado pelo seu pai, pode achegar-se a ele com liberdade, seja para conversar, para pedir algo, para desabafar. Ele tem plena confiança de que o seu pai sempre fará o melhor por ele porque o ama. Não deveríamos nós confiarmos assim em nosso Pai Celestial? Mas muitas vezes tropeçamos em nossa confiança em Deus. Muitas vezes nos consideramos tão indignos que nem ousamos orar, pedindo algo a Deus, o nosso Pai. Será que quando falhamos Deus para de nos amar? Não é uma questão de mérito. É uma questão de amor. Pensamos que Deus só abençoa os "bonzinhos", e nós não estamos nessa lista. Mesmo que um filho nos entristeça, nos decepcione, nós não deixamos de amá-lo. E Deus, então? A parábola do filho pródigo nos ensina muito sobre esse imensurável amor de Deus! É uma grande lição para nós que temos tanta dificuldade em amar ou continuar amando aqueles que falham!
Podemos chegar ao trono de Deus com toda a confiança, pois ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda. (Hebreus 4:16) Você está passando por uma grande luta? Deus tem graça para você! Que maravilhosa é essa graça! Portanto, permaneçamos firmes, orando, com plena confiança, até que a resposta venha, no tempo de Deus. Algumas orações são respondidas imediatamente; outras, rapidamente; mas algumas são respondidas de forma processual. A Bíblia ensina que Deus é abençoador dos que O buscam. Ao contrário do juiz iníquo, em uma parábola contada por Jesus, Deus tem prazer em abençoar os seus filhos. Jesus nos ensinou a manter a perseverança, quando oramos: "Continuem pedindo, que vocês receberão; continuem procurando, que vocês acharão; batam bastante que a porta se abrirá. Todo aquele que pede, recebe; todos os que procuram, encontram; e a porta se abre a todo aquele que bate". (Lucas 11:9-13) Sem dúvida, há recompensa para aqueles que perseveram em oração. Nesse processo todo o Espírito Santo vai-nos ensinando como orar. 
Já contei nesse espaço um pouco da história de George Müller. Na adolescência foi uma decepção. Ninguém daria um tostão furado pelo futuro dele. Era um garoto desobediente, dissoluto, rebelde, extraviado. Embriagava-se de tal maneira que, aos 14 anos (1819), no mesmo dia em que sua mãe jazia morta, ele andava perambulando bêbado em Halsberstadt, na Prússia. Mas, um dia, aquele adolescente transviado entregou a vida a Jesus, quando participava de um culto familiar na casa de um amigo. George Müller, depois de sua conversão, dedicou a sua vida inteiramente a Jesus. Deixou marcas profundas como demonstração da sua fé em obras sociais e pregação. Confiava plenamente no poder da oração. Dirigia um orfanato, cujo princípio era não revelar a ninguém, senão a Deus, as dificuldades internas. Certo dia, os órfãos sentaram-se à mesa para comer, mas os pratos estavam vazios, sem pão e leite. O líder estava calmamente dando graças pela alimentação que iam comer, mas que na verdade não tinham. Mal terminada a oração ouviu-se alguém batendo à porta do refeitório. Um leiteiro vinha avisar que em frente ao orfanato a sua carroça acidentada, sem roda, não podia prosseguir e, assim, resolveu deixar todo o leite para o orfanato. Extremamente meticuloso, George Müller começou a anotar os pedidos que fazia em oração. Suas orações atendidas no curso da sua vida foram além de 50 mil. Cinquenta mil orações respondidas! E nós? Estamos perseverando em oração ou desistimos quando a resposta parece tardar? Nos dias difíceis é que precisamos ter mais fé, confiança plena de que Deus é o nosso Supridor e Ajudador. Não andamos pelo que vemos, mas sim pelo que cremos. Sempre haverá um milagre, uma porta aberta, um livramento especial para aqueles que confiam no Senhor!