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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2017
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Qual o futuro da Irmandade da Santa Casa de Suzano?

26 JUN 2015 - 08h00

Quanto mais passa o tempo, mais parece resfriar o espírito da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Suzano, que como sabemos foi abafado pela intervenção, imposta pela administração municipal anterior, que recorreu ao Ministério Público para tirar o provedor que estava no cargo, denunciando algumas irregularidades. Se existe um fio de esperança, para a Irmandade continuar a existir na Instituição da Santa Casa, isso já não sei. A instituição é uma ONG, dona de todo o patrimônio, pelo fato de o imóvel pertencer à Federação das Santas Casas.

Penso que quase todos os sócios, pararam de dar seu dízimo mensal. Como também penso, que ninguém fez nada para que a Irmandade continuasse viva, para acompanhar durante estes anos de intervenção, a evolução dos fatos e dos problemas que afetam a Instituição hospitalar e o espírito da Santa Casa.

As raízes e a origem das Irmandades são cristãs. Elas foram geradas por leigos católicos, que para viver com maior autenticidade o Evangelho, ergueram as Casas da Misericórdia. Separar as Irmandades, das Santas Casas, é no mínimo abortar e eliminar o cheiro, a fala e o espírito de serviço e de abnegação de voluntários e voluntárias, significa transformar as Santas Casas, como em Suzano, num reduto político.

O que a Irmandade de Suzano, marcará na agenda do futuro? A sobrevivência ou a extinção?

A meu ver, quem deveria estar sempre ali, adiante, na administração e na condução, seria o provedor e não o Interventor.

O nome de Santa Casa II, dado ao antigo Hospital São Sebastião é abusivo e impróprio, porque a assistência médica, era apenas para pagantes e conveniados, contradizendo à missão das Santas Casas, que consiste no serviço gratuito aos mais carentes e necessitados.

Que chegue para a Irmandade de Suzano, um novo tempo, reapresentando ao povo, a missão das voluntárias e dos sócios, aos quais cabe eleger o provedor, o Conselho Fiscal e a Mesa Diretora. É necessário, porém, que não pese sobre os Sócios, a dívida na qual a Santa Casa está mergulhada. É preciso que o Estado e o governo federal, repassem através da Prefeitura de Suzano, a verba para o funcionamento e a manutenção da Instituição. A esta verba, se juntarão as contribuições dos sócios e das associações filantrópicas existentes em Suzano, que farão suas doações movidos pelo espírito cristão ou de filantropia. O auxílio, permitirá à Santa Casa, ser administrada por voluntários e não por pessoas remuneradas, e indicadas politicamente pelo poder público, recuperando, assim, o sentido original de sua missão.

O Estatuto da Instituição, diz que não há como remunerar, nem conceder vantagens ou benefícios por qualquer forma ou título, aos integrantes da Mesa Diretora, conselheiros, instituidores ou equivalentes, em razão das competências, funções ou atividades que lhe são atribuídas pelo Estatuto Social.

Junto aos Voluntários, estarão as voluntárias e também a Igreja se fará presente nesta missão. Há Dioceses, que testemunham o serviço da caridade nas Santas Casas, não apenas com a celebração da Santa Missa, mas também com as visitas aos doentes, humanamente confortadoras pelos agentes da Pastoral da Saúde, preocupando-se com a formação espiritual da Irmandade e pela transparência e formação administrativa. A Santa Casa da Misericórdia e a Irmandade formam um binômio inseparável e divinamente humano, mesclando terapia, tratamento clínico e esperança de vida nova, iluminada pela luz do Evangelho.

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