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Jornal Diário de Suzano - 15/08/2026
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Coluna

Dia do Maçom

15 agosto 2026 - 05h00

Em 20 de agosto podemos comemorar o Dia do Maçom. Uma data para o Brasil inteiro, mas formalmente também reconhecida em nossa querida Cidade de Suzano, onde existem várias entidades da Ordem Maçônica.
Para sabermos mais sobre essa Ordem como a temos hoje, temos de nos voltarmos para a Idade Média, lá pelo século XII, quando se estabeleceram os Cavaleiros Templários. Eles criaram sistemas de proteção aos cristãos que seguiam da Europa ao Oriente Médio em busca da base de Jesus Cristo. No percurso eram muito assaltados. E os Cavaleiros que se sentiam sacerdotes e guerreiros, decidiram dispor de alternativas de proteção, que depois vieram a se tornar práticas dos sistemas bancários. Eles recebiam dinheiro dos viajantes e garantiam suas hospedagens, alimentação, segurança, créditos na ida e na volta do percurso. Construíram inúmeros templos, tinham equipes de arquitetos e pedreiros qualificados. Como agradecimento os reis garantiram aos Templários o Sagrado Templo de Jerusalém. A guerra contra os inimigos continuou. E os Templários tornaram-se muito ricos, com grandes propriedades, recursos e grandes navios, emprestando dinheiros também para reis. E no século XIV o rei da França Felipe IV , o Belo, que tinha grande dívida, deu um forte golpe nos Cavaleiros. Chamou-os a França em 1307. Eles vieram. E prendeu seu Grande Mestre Jacques de Molay e todos os guerreiros que pode, torturando-os e matando-os. O rei declarava que os Templários traiam a Igreja. Anos depois, mesmo uma declaração do Papa desmentindo essas afirmações foram escondidas no Arquivo do Vaticano, só recentemente descoberta. Os que sobreviveram foram perseguidos. Precisavam esconder-se. A maioria saiu da França, que sempre fora a sua base. Nesse período escondendo-se foram protegidos em alguns países como na Inglaterra. E lá, pediram e tiveram apoio dos seus pedreiros, que abriram seus locais de reunião, suas “lojas”, para que se reunissem discretamente, e assim estivessem protegidos. Daí veio a palavra francesa “maçom”, que significa “pedreiro”. No Brasil, por exemplo, Tiradentes foi protegido e levado para a Europa por Maçons para negociar apoio dos governantes americanos na então recente república, que pediram um porto, armazém e a compra de trigo pelos revolucionários brasileiros. Mas a Inconfidência Mineira foi traída e Tiradentes o único morto.
Em 20 de agosto de 1822 foi estabelecida a Independência do Brasil, com apoio de líderes maçons como José Bonifácio e mesmo do príncipe D. Pedro, o que dias depois foi conseguido. Queriam a libertação dos escravos entre outras reivindicações, mas nem tudo chegou logo a seguir.
A Ordem Maçônica não é religião, mas acredita num Ser Superior, o Grande Arquiteto Do Universo. Desataca a Humanidade, a Família e a Pátria. Mesmo com seu apoio aos mais necessitados, não é uma sociedade filantrópica, luta pela postura ética, contra a corrupção, mas não faz política partidária. A Ordem Maçônica acredita que a Humanidade pode melhorar se cada um buscar aperfeiçoar-se. Insiste na Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Pensando como pedreiro, podemos concluir que uma pedra bruta sempre pode tornar-se polida. Assim cada um de nós pode torna-se melhor.
A Ordem Maçônica não vai se exibir, sempre será discreta com seus membros, na busca permanente de melhorar o mundo pela humanidade.