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Jornal Diário de Suzano - 13/08/2026
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Coluna

Encorajamento Mútuo

13 agosto 2026 - 05h00

O encorajamento mútuo deve ser uma prática constante na vida de um cristão. Isso significa dar e receber apoio de forma recíproca em tempos de necessidade. Ninguém é tão forte que nunca precise receber apoio e ajuda; ninguém é tão fraco que não possa estender as mãos para ajudar, seja por meio de palavras, de escuta sensível, de ações efetivas. Esse encorajamento é essencial para que possamos prosseguir em nossa jornada. Todos nós passamos por momentos difíceis na vida. Ocorre uma doença inesperada, um problema financeiro ou familiar; enfim, muitas coisas podem acontecer nessa vida. O próprio contexto mundial em que vivemos pode nos deixar desanimados. Geralmente, quando algo ruim acontece e se prolonga, vem o julgamento das pessoas. "Nossa! Quanta luta ele(a) tem!" "Essa "tempestade" está demorando a passar, hein?!" Esse tipo de comentário não ajuda em nada. Pensemos nas adversidades pelas quais o apóstolo Paulo passou - foi julgado e enfrentou perseguições, foi açoitado, espancado, apedrejado, acorrentado, encarcerado; sofreu naufrágios e privações físicas extremas como fome, sede, frio e perigos constantes de morte por causa de sua pregação do evangelho. Deus não nos livrará de todos os perigos e problemas dessa vida. Aprendemos com o apóstolo Paulo que o que distingue um seguidor de Jesus de outras pessoas é a forma como ele reage ao que lhe acontece. Em II Coríntios 4:16-17, Paulo afirma: "Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá-se gastando, o nosso espírito vai-se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai-nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento". 
A fé não nos exime do sofrimento. Jó era um homem admirável por seu caráter, temor a Deus e por suas atitudes. O próprio Deus o elogiou, dizendo que não havia ninguém na terra como ele - um homem íntegro, confiável, acima de qualquer suspeita. Satanás questionou: - "Será mesmo?" e desafia: "tire deste homem tudo o que tem e veja a sua reação - certamente amaldiçoará seu Deus". De uma hora para outra, Jó perdeu os seus rebanhos, boa parte de seus empregados, seus amados filhos, e como se não bastasse, a sua saúde. Em seu lugar, qualquer um se desesperaria. Mas ele teve uma reação admirável: admitiu que tudo o que tinha fora dado pelo Senhor; então, Deus tinha todo o direito de levar o que quisesse: "Deus deu, Deus tirou". Quando teve o corpo coberto por úlceras malignas, e sua mulher o instigava a amaldiçoar a Deus e morrer, Jó respondeu: - "Mulher, você fala como uma louca. Se recebemos de Deus as coisas boas, por que não vamos aceitar também as desgraças?" "Assim, apesar de tudo, Jó não pecou, nem disse uma só palavra contra Deus". (Jó 2:8-10) Como reagimos, quando somos provados ou tentados? É o pior de nós que aparece? 
Jesus não prometeu "um mar de rosas" para ninguém. Pelo contrário, Ele afirmou que no mundo passaríamos por muitas aflições; no entanto, deveríamos ter "bom ânimo". Se você usa as suas palavras e atitudes para encorajar alguém que está triste, desanimado, você está no caminho certo! O Espírito Santo é o nosso maior encorajador. Ele vai ao nosso lado para consolar, animar, aconselhar, ajudar, apoiar, dar suporte em todos os sentidos. Sendo assim, palavras de encorajamento de nossa parte devem vir acompanhadas de atitudes. A igreja de Cristo deve ser um corpo vivo de encorajamento. Dessa forma, quando uma parte desse corpo não está bem, todos devem se importar e contribuir com a cura. Grande é o exemplo de Barnabé, conhecido como "José das Consolações", homem bom e piedoso, cheio de temor e fé. Foi ele que vendeu o que tinha para repartir entre os necessitados da igreja primitiva. (Atos 4:36) Quando Saulo converteu-se a Cristo, sofrendo suspeição por parte dos cristãos de Jerusalém, foi ele quem o acolheu, deu-lhe a mão, ajudando a inseri-lo na comunidade. (Atos 9:26-27) Enviado a Antioquia, Barnabé foi um grande encorajador daqueles irmãos, exortando-os a que permanecessem no Senhor com propósito de coração. E muita gente se uniu ao Senhor. Como se não bastasse, partiu para Tarso, a fim de buscar Saulo para fazer parte daquela obra. (Atos 11:22-26) Sigamos o bom exemplo de Barnabé!