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Jornal Diário de Suzano - 06/08/2026
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Coluna

O Nosso Pai

06 agosto 2026 - 05h00

Que falta faz um pai! As novas gerações têm "fome" de pai. Isso significa que muitos filhos sofrem com a ausência física e/ou psicológica de seus pais. Um dos meus textos favoritos da Bíblia é a parábola do filho pródigo. (Lucas 15:11-32) Quanto amor tinha o pai da parábola pelos filhos! Tanto pelo filho mais velho que ficou em casa, sendo fiel, obediente e zeloso, quanto pelo mais moço, que abandonou a casa do pai para viver dissolutamente. O filho mais velho tinha uma amargura no coração que se revelou quando o pródigo retornou à casa paterna. Tudo o que o pai tinha também era dele; contudo, ele nunca tinha desfrutado de nada. Por isso ficou tão ressentido pelo fato de o pai ter dado uma festa com música, dança e um bom churrasco pela volta do filho perdido. Na opinião dele, o pai estava sendo injusto! Como filhos de Deus também temos promessas e bênçãos ao nosso dispor, mas muitas vezes vivemos de forma medíocre e limitada, como se nada tivéssemos. Aquele pai sempre aguardou pela volta do filho que havia partido, dia após dia. Até que em um certo dia, depois de ter passado por muito sofrimento, o filho pródigo decidiu voltar para casa. De longe o pai o avistou, recebendo aquele filho faminto, maltrapilho, arrependido, com alegria e festa. Assim é Deus, o nosso Pai. 
Sabemos que o ser humano tem a necessidade de pertencimento. Ter uma família, ter pais que amam, educam, corrigem, influencia muito no desenvolvimento de uma criança e na construção de sua autoestima. Os pais são os primeiros referenciais de uma criança. O amor de um pai deveria ser parecido com o amor de Deus, o nosso Pai. Deus é Pai que ama, protege, corrige, ensina os seus filhos, gasta tempo com eles. Mas nem sempre acontece dessa forma com os pais terrenos. Muitos filhos sentem a falta da presença paterna. O relacionamento de Jesus com Deus era de filho. Por ocasião de seu batismo, Jesus viu o céu se abrindo e ouviu a declaração de amor do Pai para Ele: "Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria". Em certa ocasião, Filipe, o discípulo, pediu que Jesus lhes mostrasse o Pai. É muito triste passar por essa vida sem conhecer profundamente o Pai! Ao que Jesus lhe respondeu: "Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê, vê também o Pai. Por que é que você diz: "Mostre-nos o Pai?" Será que você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?" (João 14:8-11) Jesus é a perfeita revelação de Deus-Pai! Sabemos bem quem é o Pai através das obras do Filho! Jesus usou o termo "ABA" (papai), que na língua aramaica expressava uma relação íntima e de completa dependência do filhinho em relação ao seu papai. (Marcos 14:36) Prestes a enfrentar a cruz, Jesus recorreu a seu papai, que não o livrou da cruz, mas fortaleceu o seu espírito para enfrentar todo o sofrimento que viria pela frente. 
Na parábola contada por Jesus, o filho pródigo sabia que tinha para onde voltar, para a casa de seu pai, o seu lugar de pertencimento. Ele pensou que, pelos seus malfeitos, não era mais digno de ser chamado de filho. Ele havia-se enganado quanto ao amor e caráter de seu pai, que o recebeu cheio de amor, com honras e festa, porque o seu filho amado, que estava perdido, havia voltado ao lar! Que alegria para aquele pai! Que alegria para aquele filho! Nessa parábola vemos a expressão do amor de Deus. Ele nos ama sempre! O pai amoroso da parábola respeitou a decisão do filho. Mas não desistiu dele! Deus é Pai! Ele é pai para aqueles que não puderam desfrutar da presença de um pai; Ele é pai para aqueles cujos pais deixaram uma ferida profunda na alma; Ele é pai para aqueles que foram rejeitados; Ele é Pai para todos aqueles que querem ser filhos Dele, conforme lemos em João 1:11-12 - "Veio para os seus, mas os seus não o receberam. Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber, aos que creem no seu nome". Vivamos como filhos amados!