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Destaque

Transporte por aplicativo

13 outubro 2026 - 05h00 Por Edgar Leite

O uso do transporte por aplicativo no Brasil consolidou-se como um pilar central da mobilidade urbana e do mercado de trabalho, registrando aumentos expressivos tanto no número de passageiros quanto no de profissionais vinculados às plataformas digitais.


Pedir um carro pelo celular já faz parte dos deslocamentos cotidianos de grande parte da população paulista. Pesquisa inédita da Fundação Seade mostra que 76% dos moradores do Estado de São Paulo costumam utilizar transporte por aplicativo: 26% usam o serviço com frequência e 50%, de vez em quando. O aplicativo, porém, não aparece necessariamente como substituto de outras formas de locomoção: 67% dos entrevistados também utilizam carro próprio e 57%, transporte público, mostrando uma rotina em que diferentes meios são combinados de acordo com a necessidade. O levantamento faz parte da pesquisa Seade SP Social e ouviu 8.189 moradores de 18 anos ou mais do Estado de São Paulo, entre maio e junho de 2026.


Embora as proporções de uso sejam consideráveis em todos os grupos etários e socioeconômicos, o costume de recorrer ao transporte por aplicativos é maior entre as mulheres (80%), os jovens com idade até 29 anos (79%), pessoas com formação superior (80%) e os integrantes de famílias com rendimento superior a dez salários mínimos (82%). Esse padrão sugere que, tal qual outras atividades realizadas on-line, como transações bancárias, compras por aplicativos e acesso a serviços digitais, a adesão ao transporte por aplicativos é influenciada pelas condições socioeconômicas e etárias da população.


A segurança também aparece entre os efeitos percebidos pela população. Para 58% dos entrevistados, o transporte por aplicativo ajuda a evitar situações de risco e traz mais segurança, percentual que chega a 69% entre os usuários frequentes. Homens e mulheres apresentam percepção semelhante sobre esse benefício. Ao mesmo tempo, entre aqueles que não utilizam aplicativos, 9% apontam a insegurança como motivo – proporção que chega a 15% entre as mulheres, indicando que o fator pode tanto favorecer a escolha pelo serviço quanto representar uma barreira à sua utilização.