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Destaque

Furto e roubos de celulares

20 outubro 2026 - 05h00 Por Edgar Leite

As operações integradas de combate ao furto e roubo de celulares em São Paulo, como a Operação Frank Mobile (realizada em setembro de 2026) — são fundamentais para desarticular a economia criminosa por trás desses delitos, que movimentam centenas de milhões de reais.
A importância das operações são muitas. 


Ataque à cadeia completa do crime. Em vez de focar apenas no ladrão de rua, as forças de segurança (Ministério Público/GAECO, Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria da Fazenda) atacam as quatro etapas do esquema: a subtração (roubo/furto), a receptação e adulteração (como a troca de IMEI e desbloqueios na região central de SP e a revenda ilegal).


Nesta semana, vítimas de roubo ou furto que tiveram os celulares recuperados durante a Operação Frank Mobile, realizada em setembro pelas Polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, começam a receber os aparelhos de volta nesta segunda-feira (19), a partir das 14h. A entrega ocorre na sede do Ministério Público, na Rua Riachuelo, no centro da capital, após um trabalho de identificação e contato com os proprietários.


A operação cumpriu 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão, além de resultar em prisões em flagrante. Durante a ação, foram apreendidas toneladas de celulares sem comprovação de origem. Ao todo, mais de 1,7 mil agentes participaram da operação.


A investigação, conduzida ao longo de dois anos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a área de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), identificou as etapas da cadeia criminosa, desde a receptação dos celulares roubados ou furtados até o desbloqueio dos aparelhos, a retirada de peças e a revenda.


Segundo o Estado, a operação não termina com a apreensão dos celulares.
O trabalho também é fazer com que esses aparelhos voltem para as mãos de quem foi vítima de um roubo ou furto. 
Ao mesmo tempo, o governo estadual está atingindo quem recebe e comercializa esses produtos, porque combater essa cadeia é fundamental para enfraquecer o mercado ilegal e desestimular esse tipo de crime.