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Destaque

Fim das eleições

27 outubro 2026 - 05h00 Por Edgar Leite

As eleições presidenciais são o evento político mais relevante do Brasil por definirem os rumos econômicos, as políticas sociais e a inserção geopolítica da maior nação da América Latina. Em um regime presidencialista, o chefe do Executivo concentra o poder de ditar as diretrizes orçamentárias, indicar ministros para os tribunais superiores e liderar a diplomacia global.


No domingo, dia 25, a eleição ocorreu em todo o País.


Com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 59.826.041 votos (48,21%). O resultado foi anunciado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que parabenizou os dois candidatos pela participação no 2º turno, além dos seis governadores eleitos. 


Dentre outros assuntos, a partir de agora existe expectativa pela definição do Modelo Econômico e Social.


O presidente eleito escolhe a equipe que comandará o Ministério da Fazenda e o Banco Central, além de gerenciar áreas críticas como saúde, educação e segurança pública. O resultado dita se a gestão focará em programas de transferência de renda e investimento estatal ou em uma agenda voltada para privatizações e desregulamentação de mercados.


Em todo o País, a eleição teve acompanhamento de observadores nacionais e internacionais também integrou o balanço apresentado pelo presidente do TSE.


As missões tiveram acesso aos procedimentos de votação, aos mecanismos de auditoria e fiscalização e às informações necessárias ao desenvolvimento independente de seus trabalhos. 


A eleição fortalece o processo democrático. Sendo a quarta maior democracia do mundo, a realização de eleições periódicas, seguras e auditadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) funciona como o teste definitivo de resiliência institucional das regras do jogo democrático. O reconhecimento pacífico dos resultados por lideranças do Legislativo, como a presidência do Senado, reforça a estabilidade institucional do país após períodos de intensa polarização.