Um dos grandes desafios do novo governo federal será o de controlar e combater a inflação.
Trata-se de um termo da economia frequentemente utilizado para designar o aumento geral dos preços na sociedade.
O desafio será grande. Ela representa o aumento do custo de vida para o consumidor e para as empresas, resultante da elevação do preço dos produtos e da desvalorização da moeda.
Quando notamos que alguns produtos são mais caros hoje do que eram antes, significa que o seu preço inflacionou.
Normalmente, esse processo pode vir acompanhado com reajustes nos salários-mínimos que visam, sobretudo, acompanhar as taxas de inflação.
A inflação torna-se prejudicial para a sociedade somente quando o seu nível aumenta em níveis muito altos e em uma velocidade grande, pois os reajustes salariais levam mais tempo para serem implementados, o que diminui o poder de compra do consumidor durante a maior parte do ano.
Reportagem da Agência Brasil mostrou que as famílias com renda maior que R$ 17.260,14, consideradas de renda alta, foram as que enfrentaram maior inflação em outubro, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele aponta o encarecimento das passagens e dos planos de saúde entre as causas do cenário. Para esta faixa de renda, a variação de preços foi de 1,14%, enquanto a inflação geral da economia ficou em 0,59%.
Só para se ter uma ideia, as famílias de renda muito baixa (até R$ 1.726,01) e baixa (entre R$ 1.726,01 e R$ 2.589,02) tiveram os menores índices de inflação: 0,51% e 0,52%.
Mesmo assim, quando é analisada a inflação acumulada, tanto as famílias mais ricas quanto as mais pobres estão acima da média nacional, enquanto as de renda média estão abaixo da inflação geral.
Nos últimos 12 meses, as famílias de renda muito baixa têm 6,73% de inflação, enquanto a inflação geral é de 6,43%. As famílias de alta renda, por sua vez, acumulam 7,95% de aumento de preços em sua cesta de compras.
Por tudo isso, tentar equilibrar a inflação é um dos desafios constantes.
Se a renda de uma pessoa aumenta, por exemplo, em um índice superior ao da inflação, significa que houve um aumento real da sua capacidade de compra.
Por exemplo: um determinado produto, há dez anos, custava R$ 2,00, sendo que hoje custa R$3,00; no entanto, a renda do trabalhador dobrou nesse período, o que significa que ele poderá comprar uma quantidade maior desse produto agora em relação a antes.
É por isso que sempre existem reclamações quando uma classe trabalhista fica muito tempo sem reajuste salarial, pois, somente com o aumento natural do salário-mínimo, estabelecido pelo governo, os trabalhadores não estão de fato recebendo mais pelo seu trabalho, uma vez que o custo de vida está constantemente elevando-se.