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Editorial

Territórios periféricos

11 fevereiro 2023 - 05h00 Por editoracao
Territórios periféricos

A Secretaria Nacional de Políticas para Territórios Periféricos, uma das cinco secretarias que compõem o Ministério das Cidades, volta a operar no atual governo Lula e tem expectativa de atender os municípios.
O secretário é formado em Ciências Sociais e trata-se de Guilherme Simões. As informações são da Agência Brasil.
Ele assumiu em janeiro o comando da recém-criada secretaria, originalmente em 2003, no primeiro governo do presidente Lula e extinta pelo governo federal anterior no mandato passado.
A secretaria voltada para cuidar das regiões periféricas é, no entanto, uma novidade que atende a demandas dos movimentos sociais. Uma estrutura que, na visão do secretário, que é militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) desde 2005, une o pensamento urbanístico à vivência dos territórios que ficam às margens das grandes cidades.
Como funções, a secretaria deve tratar da urbanização das favelas e da prevenção de riscos, como enchentes e deslizamentos de terra. Questões que Simões pretende abordar tanto de forma emergencial, como estratégica, de longo prazo.
Há uma grande expectativa em torno da ajuda que essa nova pasta pode dar para os municípios da região. 
Há favelas e comunidades carentes em praticamente todas as cidades.
Para o novo secretário, a falta de moradia digna, que afeta milhões de famílias no país, está diretamente ligada ao histórico escravagista do Brasil.
No movimento por moradia, Simões ajudou a expandir a atuação do MTST para além de São Paulo. 
Agora, como integrante do governo federal, espera estabelecer uma relação construtiva com os movimentos sociais. 
Parte das soluções para os problemas das favelas e comunidades periféricas venha dos próprios territórios, na visão do secretário.
No Alto Tietê há uma experiência importante que é a ‘Secretaria das Favelas’ criada em Ferraz de Vasconcelos.
Os locais mais carentes nas cidades não podem ser enxergados como se fossem territórios de abandono, de ausência. 
Mas, a periferia é também um território de muita potência, de muita dinâmica. Por isso merece todos os investimentos.