Nesta sexta-feira completou um ano da guerra na Ucrânia. Milhares de vidas foram ceifadas, milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas para tentar a vida em outros países e milhões de crianças abandonaram as escolas.
Para se ter uma ideia do desencontro de informações, o número de mortos varia, dependendo da fonte, de cerca de 7 mil, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a mais de 300 mil, de acordo com fontes militares consultadas por mídias europeias.
Um momento trágico da história mundial e que põe todos em alerta, com receio de uma guerra maior.
Desde 1939 o mundo não vive “uma guerra mundial”. Mas nunca se esteve tão próximo de algo parecido novamente como neste último ano.
Os Estado Unidos e a União Europeia estão atentos a qualquer ameaça além dos limites da Ucrância por parte da Rússia, para então iniciar uma guerra maior.
Em reportagem da Agência Brasil, o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Goulart Menezes explica que o embate vai muito além de duas nações, o que de certa forma lembra a antiga Guerra Fria, na qual os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética se enfrentavam indiretamente, na busca por ampliar áreas de influência em diferentes regiões do planeta.
“Podemos denominar o conflito como uma guerra por procuração, após a Rússia ter violado a soberania territorial e o direito internacional, quando invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022”, diz o professor. Segundo ele, ao enfrentar a Ucrânia, a Rússia tem um embate “contra a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e contra a principal liderança do grupo: os Estados Unidos, embora não estejam diretamente atuando no conflito”.
É importante que líderes mundiais tentem contornar a situação. Como o caso do presidente Lula. Por meio de sua conta no Twitter, o presidente voltou a defender a negociação para cessar o conflito.
Desde o início do governo, Lula adotou a posição de condenação à guerra e defende a criação de um grupo, formado por países não envolvidos no confronto, para mediar uma saída pacífica para o conflito.
Atitudes assim são essenciais para que o conflito amenize e uma guerra maior não seja fomentada e se espalhe pela Europa, levando caos, morte e fome a outros países.