Mais de 1,5 milhão de beneficiários recebem o Bolsa Família irregularmente no País e serão excluídos do programa social. É o que anunciou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, na semana passada.
Segundo o ministro, mais 700 mil famílias com direito ao benefício serão incluídas no programa.
De acordo com o ministro, os beneficiários que deixarão de receber o Bolsa Família têm renda acima do limite legal para o programa. Do total de 1,5 milhão de pessoas, informou o ministro, existem cerca de 400 mil cadastros unipessoais (famílias de apenas um membro).
O Bolsa Família tem por objetivo auxiliar famílias em vulnerabilidade social e que passam por dificuldades.
É um programa extremamente importante para salvar vidas, uma vez que garante o mínimo para que a família possa comer e se alimentar adequadamente.
Segundo o ministro, ao mesmo tempo em que exclui beneficiários em situação irregular, o ministério incluirá cerca de 700 mil famílias em março. De acordo com o ministro essas pessoas cumprem os requisitos para receberem o Bolsa Família, mas não conseguiam ser alcançadas, o que exigiu do governo a busca ativa dos participantes.
É importante que o Bolsa Família receba pessoas que realmente precisam. Essas 700 mil novas famílias que vão entrar no cadastro no próximo mês receberão o auxilia e que possivelmente deixaram de passar fome.
Na região há também beneficiários do programa social.
Até o fim deste ano, o governo revisará o cadastro de 5 milhões de famílias que se declaram unipessoais e recebem o Bolsa Família. De março a dezembro, as pessoas serão chamadas para a revisão, sem necessidade de irem às unidades de atendimento da assistência social. O governo também fará uma campanha de utilidade pública para esclarecer a população sobre as regras e os critérios de acesso aos programas e às políticas sociais.