A quantidade de ocorrências envolvendo “quadrilhas do PIX” preocupa a polícia e autoridades.
Nesta semana, o Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e promotores de Justiça com atuação na esfera criminal se reuniram, na Capital paulista, com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir formas de combater o uso do Pix como pagamento por resgates em sequestros relâmpagos. A primeira reunião entre as entidades ocorre depois de o Ministério Público ter observado o aumento exponencial desse tipo de crime.
A reunião é, sem dúvida, importante para buscar alternativas em relação a soluções.
O Ministério Público afirma que quer tomar providências, dificultar a vida dos criminosos e reduzir o número de vítimas.
A reunião foi produtiva, segundo o Ministério Público. Esse encontro terá desdobramentos.
A primeira ação será envolver, além dos bancos, todas as instituições que trabalham com Pix e não fazem parte da Febraban.
O que o MP busca é uma medida que faça com que esse tipo de crime diminua em São Paulo. A primeira conversa foi com a Febraban e agora serão buscadas outras instituições.
Ainda não existe prazo para a implantação das ações, mas há a necessidade de que seja o mais rápido possível. Segundo ele, a polícia também já está conversando com a Febraban.
Um dos assuntos que está no nosso diálogo é a presença de geolocalização no aplicativo do banco.
Isso envolve diálogo e muitas outras questões que serão discutidas.
Esse seria um ponto fundamental porque a polícia teria informação mais precisa sobre o local onde é feita a transação e aí os criminosos seriam presos em flagrante.
Hoje uma das dificuldades para coibir esse tipo de crime é a existência de pessoas que fornecem sua conta para que o dinheiro seja transferido e diluído, os chamados ponteiros, segundo o Ministério Público.
Na edição de hoje, o DS traz mais uma caso envolvendo “quadrilha do Pix” em que houve vítima de sequestro.
Segundo especialistas, os recursos de segurança do Pix são essenciais para diversas situações de risco, como no caso de compras em sites suspeitos que utilizam o Pix como principal forma de pagamento. Nessa situação, após descobrir o golpe, ao invés de passar por um processo demorado para tentar reaver o dinheiro, é possível utilizar o Bloqueio Cautelar para avaliar indícios de fraude e bloquear os recursos da conta por até 72 horas.