O saneamento básico diz respeito as condições mínimas que uma pessoa precisa ter, como água e esgoto encanado, para viver. Há medidores do saneamento básico no País para saber como o serviço está sendo realizado. A partir desses medidores, cada cidade é classificada conforme o número de pessoas atendidas e a qualidade do serviço.
Suzano segue como destaque regional e nacional. Elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados e divulgado nesta segunda-feira (20/03), Suzano avançou uma posição e apresenta agora o 13º melhor saneamento do Brasil, se mantendo na liderança regional e única cidade do Alto Tietê a configurar entre as 20 primeiras, estando à frente também de grandes capitais brasileiras.
De acordo com o estudo, de 0 a 10, a nota conferida ao serviço oferecido aos munícipes suzanenses é 9,3, conforme os parâmetros analisados. Em relação ao Estado, Suzano possui o melhor saneamento da região e figura como 8º melhor dentro do território paulista, atrás apenas de São José do Rio Preto, Santos, Limeira, Piracicaba, São Paulo, Franca e Sorocaba.
O estudo é elaborado a partir dos dados da base 2021 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), considerando os índices de acesso à água e ao esgotamento sanitário (coleta e tratamento de esgoto), população total atendida com água tratada e rede de esgoto, tratamento do esgoto, índice total de perda de água tratada, tarifa média praticada e investimentos.
Segundo o mesmo levantamento, no Brasil, 100 milhões de pessoas não têm rede de esgoto e falta água potável para 35 milhões.
É profunda a diferença que separa as cidades brasileiras, quando o tema é saneamento básico: 16 dos 20 municípios com melhores condições estão no Sul e no Sudeste. São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, está no topo do ranking.
Quase 100% da população dessas cidades tem água potável e coleta de esgoto, e o índice de tratamento é de 80%.
Doze dos 20 piores estão no Norte e no Nordeste do país. Macapá teve a pior avaliação. São cidades onde a média de acesso à água é de 80%, a de coleta de esgoto é de menos de 30% e a de tratamento de 18%.
É importante que o saneamento básico avance, conforme o projeto do novo Marco Legal do Saneamento, aprovado no fim de 2019, prevê.
A lei prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033 e viabiliza a injeção de mais investimentos privados nos serviços de saneamento.
Serão estabelecidos parâmetros para fiscalização do cumprimento das metas de cobertura e dos indicadores de qualidade e aos padrões de potabilidade da água, além de critérios limitadores de custos a serem pagos pelo usuário final.