quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Lance Livre

Festa de São Sebastião, Padroeiro da Cidade de Suzano

20 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Festa de São Sebastião, Padroeiro da Cidade de Suzano

Entre as sete maravilhas da cidade de Suzano, Juntamente com a Igrejinha do Baruel, estimada até hoje como a menina dos olhos do município e próxima a se tornar ponto turístico, está também a Igreja de São Sebastião, cartão postal da cidade e a mais antiga. Destaca-se na Praça João Pessoa com tamanha graça e beleza que a sua fachada parece ser do tamanho do céu. A Igreja é o lugar onde o gemido, a oração e o louvor do povo se fazem presentes e onde a labuta da evangelização é tanta, que precisa das mãos de muita gente disposta a servir. À frente da evangelização estão os Padres, que por serem pastores do povo, acompanham as ovelhas com passos firmes e pés decididos a caminhar. Na Matriz de São Sebastião houve em maio do ano passado a posse de Pe. Cláudio como Pároco e dois meses antes, a posse de Pe. Carmine como Pároco da Igreja Maronita. Um novo vigor veio animar a vida dos fiéis, que hoje celebram a festa do Santo. Desde o início da construção da Capelinha, inaugurada no dia 20 de janeiro de 1897, São Sebastião vem protegendo o povo no rastro das gerações antigas e novas. Muitos foram os Padres que nesta Matriz desenvolveram um grande trabalho pastoral. Agora é a vez de Pe. Cláudio que substituiu o Pe. Ademir, transferido para a paróquia do Bom Pastor na Cidade Edson, após ter plantado sementes de caridade em torno da Matriz. Pe. Cláudio assumiu a paróquia com espirito de combate e de ternura, resolvendo rapidamente pela troca do telhado e do forro. Outras reformas virão para melhorar o aspecto externo e interno da Igreja. Deverão dar maior brilho à soberania arquitetônica do arco erguido com braços firmes pelos irmãos Leonello e Romeo, filhos de Giuseppe Marcolongo, que trabalhou em importantes obras em Porto Alegre, São Paulo e Suzano. No espaço interno, a colocação de um novo forro não deverá diminuir a magnitude do templo, respeitando quando possível, as medidas de altura e largura. Estando dentro da Igreja, o povo poderá sentir-se confortável, consolado e interiormente feliz, encontrando um ambiente de silêncio e de oração. Dom Pedro Luiz, Bispo Diocesano, deu o primeiro chute na reforma da Igreja, sugerindo ao Pe. Ademir que eliminasse as duas paredes erguidas perto do Altar, querendo mostrar que na caminhada da fé e da evangelização devemos derrubar os muros que impedem o encontro e a comunhão com Deus e com os irmãos. Que tristeza quando na vida humana e na Terra, nossa Casa Comum, não encontram eco as vibrações humanas, sociais e políticas, as vibrações das flores, das plantas, dos pássaros, vibrações que geram vida e fé e tantas bênçãos divinas. Pe. Cláudio realizou a pequena demolição e nenhuma dor bateu no coração das pessoas, contrariamente à aquela grande dor que tomou conta dos suzanenses quando em 1950 foi demolida a antiga Capelinha de São Sebastião, pequeno tesouro do patrimônio religioso e histórico do povo. Praça e Igreja constituem um sólido ponto de referência para os moradores que vão ou voltam de São Paulo. Há na praça, corredores e caminhos que parecem aproximar-se da Matriz de maneira convergente e centrípeta. Dos transeuntes que passam pela praça, há quem entra na Igreja e procura força e inspiração, amor e luz, na presença do Espírito de Deus, numa atmosfera favorável à oração e ao diálogo com o Senhor. As celebrações são os momentos privilegiados na vida do povo e da Igreja. A Matriz de Suzano é a única na Região do Alto Tietê que oferece ao povo, celebrações no rito católico romano e no rito católico maronita oriental, deixando as pessoas interiormente mais atentas à mistagogia dos ritos sagrados do Ocidente e do Oriente. Acima de tudo porém, é necessário acreditar na força imensamente fértil do amor que transmite vida, luz e paz interior.