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Nacional

Cantor norte-americano Tony Bennett morre aos 96 anos

Ele morreu em casa, em Nova York, e sofria com a doença de Alzheimer

21 julho 2023 - 15h02 Por da Agência Brasil

Tony Bennett, o lendário cantor norte-americano que teve um sucesso duradouro com a música I Left My Heart in San Francisco (Deixei o meu coração em São Francisco) e conquistou gerações mais jovens de fãs até o século 21, morreu nesta sexta-feira (21), aos 96 anos, informou a agente do cantor.

Ele morreu em sua casa na cidade de Nova York, de causas relacionadas à idade, disse a agente Sylvia Weiner, em um comunicado.

Nada menos que Frank Sinatra chamou o ex-garçom de "o melhor cantor da indústria" depois que ele se tornou uma estrela na década de 1950. Bennett ganhou 20 prêmios Grammy, incluindo um prêmio pelo conjunto da obra.

Quanto mais velho ficava, mais diversos seus colaboradores se tornavam. Bennett tinha quase 90 anos quando gravou um álbum de duetos em 2014 com Lady Gaga e fez uma turnê mundial com ela em 2015.

Os parceiros em seus populares álbuns Duets variaram de Paul McCartney e a rainha do soul Aretha Franklin ao astro country Willie Nelson e o vocalista da banda U2, Bono.

Alzheimer

Bennett revelou no início de 2021 que foi diagnosticado com a doença de Alzheimer em 2016, mas continuou gravando após o diagnóstico e depois escreveu no Twitter: "A vida é um presente - mesmo com a doença de Alzheimer".

Devido à sua doença, Bennett se aposentou das apresentações após seu último show no Radio City Music Hall em 3 e 5 de agosto de 2021.

A carreira do cantor foi repleta de altos e baixos.

Ele estava na casa dos 50 anos no final dos anos 1970 quando se viu diante de um casamento decadente, um vício em cocaína, uma dívida fiscal de dois milhões de dólares e perspectivas de carreira limitadas.

O cantor saiu da situação entregando a gestão da carreira a seu filho Danny, que impulsionou seu pai a novos patamares de popularidade ao apresentá-lo às gerações mais jovens.

Antes disso, Bennett havia sido um dos cantores mais populares da década de 1950 - graças à sua descoberta pelo comediante Bob Hope - até que a ascensão do rock o minasse. Ele se recuperou disso visando um público mais maduro.

Com tudo isso, Bennett manteve uma atitude fria e sorridente, tentou permanecer fiel ao material que mais amava. Ele sempre se considerou um cantor de jazz."Tony Bennett não apenas preencheu a lacuna entre gerações, como também a demoliu", escreveu o jornal New York Times em 1994. "Ele se conectou solidamente com um público mais jovem, desapegado pelo rock. E não houve concessões."