A população suzanense entende que o salário mínimo ainda é baixo no Brasil, mesmo com o aumento para 2024, assinado pelo presidente Lula (PT), na quarta-feira (27). O valor a partir de janeiro do ano que vem será de R$ 1.412.
O DS foi às ruas para ouvir a população da cidade sobre o aumento e conversou com cinco pessoas.
Rodrigo Sá afirma que o aumento do salário mínimo dá uma falsa sensação de poder de compra. “A população, que em sua maioria não é bem instruída, vê o aumento e acredita que está ganhando mais dinheiro, mas não analisa outros fatores, como o aumento tributário. Esse aumento causa uma falsa sensação de poder, já que o poder de compra da pessoa não aumentou em nada. Num primeiro momento, parece algo bom porque o mais pobre vai estar ganhando mais dinheiro. Mas, na prática, não é isso que acontece, infelizmente. A tendência é que essa pessoa tenha menos poder de compra por conta do aumento tributário e da inflação”, opina.
Ele entende que são as pessoas de baixa renda que movimentam o mercado. “Essas pessoas de baixa renda vão pegar crédito, cheque especial, gastar e se endividar com os bancos, que dão uma falsa sensação de poder de compra para essas pessoas. As pessoas vão querer comprar as coisas para mostrar que tem um poder aquisitivo com a falsa sensação que o aumento do salário mínimo passa”, finaliza.
Para Simone Maria Ferreira, que recebe um salário mínimo, o aumento foi baixo. “É baixo pelo que a gente trabalha, muitas vezes somos humilhados no serviço, mas temos que nos segurar mesmo assim, mas não recebemos o valor que merecemos. Eu esperava que fosse um aumento maior”.
Na visão de Marcos Fernando dos Santos, todo aumento é bom, principalmente pelo aumento nos preços. “É sempre bom aumentar o salário, até porque as mercadorias estão aumentando, é interessante o aumento. A gente sempre vê que as coisas só aumentam, mas o salário quase nunca aumenta”, diz.
Adilson Estevam da Silva opinou que o aumento é irrelevante perto do aumento dos preços. “Esse aumento de R$ 90 não ajuda em nada, esse aumento não dá para comprar nem um gás. O salário mínimo seria bom se chegasse a R$ 1.600 pelo menos. O pacote de arroz, de feijão não param de subir, quem tem mais de um filho não consegue fazer uma compra com um salário mínimo”, argumenta.
Idalécio Bezerra afirma que o salário mínimo atual é muito difícil para sobreviver. “Minha mulher recebe um salário mínimo e gasta tudo na farmácia com remédio. O salário é muito pouco. Você se assusta todo dia no mercado. O salário deveria ter um aumento que fosse compatível para comprar cesta básica, se manter vestido e conseguir manter sua saúde boa. Um salário mínimo não cobre tudo. Acho que o salário deveria ser no mínimo R$ 2.400 para todo mundo conseguir se manter tranquilamente”.