Uma investigação da Delegacia da Mulher de Suzano aponta que a jovem, que teria sido abordada e estuprada por um homem logo após sair de uma estação, fez falsa comunicação de crime em seu depoimento.
De acordo com a delegada da Mulher, Silmara Marcelino, a polícia ainda realiza as últimas análises. “A informação, do modo que constava no Boletim de Ocorrência, não aconteceu. Ela pode responder por falsa comunicação de crime. Mas ainda estamos fazendo as últimas análises. Daquele modo que consta no B.O não aconteceu”, disse a delegada.
O B.O foi registrado na madrugada do dia 13 de julho. Nele, constava a informação de que a suposta vítima foi abordada por um homem logo após sair da Estação de Suzano. Segundo o B.O, ele teria ameaçado a jovem com uma faca, obrigando a entrar em um carro. Ele teria levado a mulher em um lugar ermo, cometido o crime e a abandonado.
Segundo a DDM, uma equipe de investigação foi acionada para iniciar uma investigação dos fatos e contou com a ajuda da Central de Monitoramento Integrada (CSI) de Suzano. Baseada nas informações da jovem, todas as câmeras de monitoramento foram analisadas. Num primeiro momento, não houve êxito. De acordo com a DDM, a análise das imagens foi feita em todos os ângulos continuou por vários dias.
A DDM informou ainda que o trajeto foi refeito acompanhado da vítima. Ela indicou o local exato de onde foi abordada para a equipe, bem como o ponto exato onde o veículo estava estacionado. O trajeto foi acompanhado pelas câmeras de monitoramento, colaborando na análise das imagens dos supostos fatos mencionados pela mulher no B.O. A equipe ainda acompanhou a vítima até o local onde o crime teria ocorrido. A área fica ao lado de uma empresa. Segundo a DDM, foi solicitada as imagens das câmeras de segurança da empresa. Com as imagens em mãos, uma outra análise foi realizada, dando prosseguimento nas investigações.
Segundo o órgão, as provas colhidas demonstraram que a mulher faltou com a verdade. Questionada pela equipe de investigação, ela confirmou que saiu com um homem de forma consentida e mantiveram relações sexuais. De acordo com a DDM, a mulher relatou que o homem se comportou violentamente. Desta forma o órgão concluiu “que os fatos inicialmente informados pela vítima não são verdadeiros”.