Dois homens foram presos, nesta terça-feira (4), por suspeita de assassinar com requintes de crueldade o idoso sul-coreano Jae Sung Jung, 66, em maio deste ano, no bairro Porteira Preta, em Mogi das Cruzes.
Segundo o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), a investigação descobriu que os bandidos tinham intenção de roubar o sítio, mas decidiram matar a vítima com ferramentas artesanais utilizadas na manutenção da propriedade. O Consulado Geral da República da Coreia, em São Paulo, acompanhou o caso de perto.
De acordo com o delegado Rubens José Ângelo, responsável pela investigação, a polícia tratava o caso como homicídio. A cena do crime era marcada por extrema violência, especialmente por conta de a vítima ter sido atingida principalmente na região da cabeça. Além disso, o idoso foi encontrado nu ao lado de ferramentas artesanais, que foram utilizadas durante o crime. A vítima, que não tinha parentes na região, morava no sítio onde funcionou uma igreja evangélica sul-coreana.
Embora haja sinais de um provável homicídio, a polícia descobriu que o idoso sul-coreano foi vítima de um latrocínio – roubo seguido de morte. Um dos presos confessou que a intenção era a de invadir a propriedade, para roubar objetos e dinheiro, mas só que optaram por matar o idoso.
Segundo Rubens, a morte do idoso foi praticada de maneira cruel e covarde. Os bandidos fugiram levando pouco mais de R$ 200 e um celular.