O Alto Tietê registrou 236 casos de estupro no primeiro semestre deste ano. O número representa uma alta de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 229 casos.
O número, além de representar um aumento em registros deste tipo de crime, mostra que ao menos um boletim de ocorrência por dia desta natureza foi feito em alguma cidade do Alto Tietê em 2023.
Os dados – divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) no mês passado – mostram que Mogi foi o município que mais registrou ocorrências de estupro entre as dez cidades da região. Foram feitos 67 boletins desta natureza. Não só isso: houve também um aumento bastante importante em relação ao mesmo período do ano passado, quando o município havia computado 43 casos – alta de 55,8%.
Os casos registrados se referem a todos os tipos de estupros, sendo eles de vulnerável ou não.
Em Suzano, houve aumento no número de estupros registrados, mas mais discreto. Foi de 20%, passando de 35 para 42. A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher de Suzano, Silmara Marcelino, diz que há muitos casos de violência sexual subnotificados.
Ela avalia que o aumento no número de registros não significa necessariamente que há mais casos, mas sim que as vítimas estão tendo mais coragem para denunciar.
“Na verdade, o que ocorre é um aumento dos registros oficiais, e não aumento dos casos. Sempre que há uma divulgação ou uma palestra, ou um enfoque dado pelas mídias, algumas vítimas se sentem encorajadas e noticiam a ocorrência. Eu observo isto, também, quando há o registro. Em boa parte dos casos, a data dos fatos não é recente”, afirmou.
No comparativo de todas as cidades da região, cinco cidades apresentaram quedas em registros: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba; Poá e Salesópolis; três tiveram aumento: Guararema, Mogi e Suzano; e uma manteve seus números: Santa Isabel.