A Polícia Civil está investigando um estupro de vulnerável contra uma criança de cinco anos em Biritiba Mirim. De acordo com a família, no Boletim de Ocorrência, o caso teria acontecido em uma escola municipal nesta segunda-feira (11).
A Prefeitura negou, em nota, que o crime aconteceu na escola. A administração disse que todas as escolas contam com câmeras de monitoramento e que as imagens da data foram analisadas. "As imagens comprovam que a aluna esteve sempre acompanhada, sem qualquer comportamento ou situação que despertasse suspeita", disse. Leia a nota na íntegra abaixo.
No Boletim de Ocorrência, a mãe informou que, ao buscar sua filha na escola, notou uma agitação maior que o normal. Durante o banho, a criança teria se queixado de dores para urinar e relatou que "um amigo" havia mexido em suas partes íntimas.
A criança alegou que o fato aconteceu no parquinho da escola e que suas nádegas também doíam. Após isso, a mãe ligou para a professora, que disse que as crianças ficaram apenas 20 minutos no parquinho e não tinha notado nada de diferente.
A família levou a criança para o Pronto Atendimento de Biritiba Mirim. O exame realizado pela médica por inspeção visual constatou um inchaço nas partes íntimas da criança, com extrema sensibilidade ao toque. A médica suspeita de abuso sexual.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável na Delegacia de Biritiba Mirim.
Nota da Prefeitura
A Prefeitura de Biritiba Mirim informa que todas as escolas da rede pública municipal contam com câmeras de monitoramento em áreas internas e externas, garantindo registro integral da rotina escolar. As imagens da última segunda-feira, já analisadas pela Secretaria Municipal de Educação, comprovam que a aluna em questão esteve sempre acompanhada, sem qualquer comportamento ou situação que despertasse suspeita.
De acordo com o registro, a criança foi entregue pelo pai à escola às 12h49, em perfeitas condições, e retirada pela mãe às 16h40, apresentando comportamento absolutamente normal. Ao deixar a unidade, não demonstrava sinais de dor, trauma ou desconforto.
Ela deu entrada no Pronto Atendimento Municipal apenas às 19h48, quase três horas após a saída da escola, intervalo que não possui relação com a permanência da menor no ambiente escolar.
O caso é acompanhado de forma integrada pelas Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e pelo Conselho Tutelar. Todas as imagens já estão à disposição da Justiça, e a Prefeitura reafirma que não medirá esforços para a completo esclarecimento dos fatos, agindo com total transparência e compromisso com a verdade.