O laudo da perícia sobre o acidente com o ônibus que matou 18 pessoas na Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-98), a Mogi-Bertioga, no dia 8 de junho, concluiu que o "veículo estava acima da velocidade permitida e que os freios apresentavam deficiência causada por desgaste excessivo". A informação foi dada pelo secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves, em entrevista coletiva na tarde de sexta-feira. “A conclusão é de que o veículo trafegava numa velocidade acima da máxima permitida na via e que o exame dos freios concluiu que eles apresentavam deficiência na frenagem devido ao desgaste excessivo dos tambores dianteiros, que deveriam ter sido substituídos por novos, demonstrando manutenção inadequada”, disse o secretário. Segundo a perícia, a manutenção dos freios era inadequada. De acordo com Mágino Alves, os responsáveis pela manutenção do ônibus podem ser punidos. O ônibus que levava universitários de Mogi das Cruzes para São Sebastião, após o término das aulas, tombou na noite do dia 8, em um trecho sinuoso de uma serrinha, no km 84 da Rodovia Mogi-Bertioga. O motorista teria perdido o controle ao fazer uma curva. O ônibus tombado atravessou a pista e colidiu com um barranco rochoso. O acidente ocorreu por volta das 23 horas. O veículo levava 46 pessoas, sendo que 18 morreram e outras ficaram feridas. Em nota, a empresa União Litoral diz que ainda não foi notificada oficialmente, portanto não têm conhecimento do tipo de falha apontada para se posicionar com mais detalhes.