Quatro das dez cidades do Alto Tietê possuem 117 áreas de risco que contam com 3,5 mil famílias alojadas. A informação foi divulgada pelos órgãos da Defesa Civil de Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes. Os municípios realizam monitoramento nas áreas que em sua maioria correm risco de deslizamentos e alagamentos. Somente em Suzano são 1,5 mil famílias em áreas de risco, que somam 21 locais, como os bairros Miguel Badra, Palmeiras, jardim Varan e Jardim Revista. De acordo com a Defesa Civil, todas as áreas são monitoradas periodicamente. Para prevenir alagamentos e enchentes, a Prefeitura de Suzano realiza trabalhos preventivos de limpeza de rios e córregos, bem como a manutenção do sistema de drenagem, desobstruindo bocas de lobo, limpando galerias, além de guias e sarjetas, principalmente em pontos mais críticos já mapeados. A Prefeitura de Suzano informou ainda que durante o período de chuvas, o Plano de Contingência do Município é colocado em prática, monitorando as possibilidades de eventos e atuando conforme a ocorrência. Em Mogi das Cruzes são 38 áreas monitoradas pela Defesa Civil, sendo cinco com risco de deslizamento nos bairros Vila São Paulo, Botujuru, Vila Nova União, Residencial Itapeti, Jardim Margarida e Jardim Piatã. Todas são áreas particulares e regulares. De inundação são seis áreas e de alagamento, que é quando o sistema de drenagem não consegue escoar a água, são 27 pontos. A Prefeitura de Mogi afirmou que vem desenvolvendo, desde 2009, um trabalho de desocupação das principais áreas de risco da cidade. A criação e operacionalização do programa Minha Casa Minha Vida em Mogi permitiu que as famílias que residiam em áreas de risco fossem atendidas com prioridade no programa. Mais de 800 famílias foram diretamente beneficiadas pelo atendimento habitacional e hoje residem na casa própria. Em Ferraz são 25 áreas detectadas com inundação e deslizamento, com 2 mil famílias morando. Todas os locais são monitoradas, de acordo com a Defesa Civil. Já em Itaquá, a Prefeitura informou possuir 33 áreas de risco, sendo 13 áreas de deslizamento e 20 de alagamento. Todas as áreas são monitoradas permanentemente. Nas próximas semanas cerca de 200 famílias itaquaquecetubenses que vivem em área de risco receberão as chaves de suas novas moradias. O Conjunto Pinheirinho, com 612 apartamentos, está finalizado, e em fase de entrega das chaves. Outras 840 moradias estão em fase final de construção e serão sorteadas entre as famílias cadastradas nos programas habitacionais.