Os crimes de roubo de carga têm aumentado nos últimos meses. Durante o período de janeiro a setembro, as cidades do Alto Tietê registraram 233 ocorrências, 35,5% a mais que no último ano. Isso porque, no mesmo período de 2015 foram 172 roubos deste tipo. A informação foi divulgada pela Secretaria do Estado de Segurança Pública (SSP). As empresas transportadoras de carga têm optado por fazer viagens durante o dia e evitam cidades e regiões com maior índice de roubo para não serem vítimas desse crime. Este ano, a cidade onde mais ocorreu o crime de roubo de carga foi Itaquaquecetuba. O município registrou 75 ocorrências. O aumento é de 66,7% se comparado ao mesmo período de 2015, quando tiveram 45 casos. A segunda cidade mais vítima desse delito é Suzano. A SSP aponta que o município teve 46 crimes de roubo de carga em 2016, 9,5% mais que no ano passado. Isso porque em 2015 foram 42 casos de janeiro a setembro. As cidades com menos ocorrências são Biritiba Mirim, que não teve registros do crime em 2015 e 2016, e Guararema, que contabilizou apenas quatro casos em 2015 e três em 2016. Guararema e Poá foram os únicos municípios que tiveram queda o índice. O gerente de operações de uma transportadora suzanense, situada na Rua General Francisco Glicério conta que a empresa tem tomado medidas para evitar os roubos, porém, a unidade já foi vítima do delito várias vezes. "Maior foco de roubo nosso é na região de São Paulo. Como transportamos papel, pegamos a Rua Doutor Prudente de Moraes e o Rodoanel. Uma das medidas que tomamos é de não circular pelo trecho de Itaquaquecetuba e o bairro Miguel Badra", explicou Fábio Fanti Alves. Ele também apontou a Estrada dos Fernandes e a Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31) como locais com índice de roubo do qual são evitados. "Nós pagamos um pedágio na Rodovia dos Trabalhadores (Ayrton Senna). Se eu entrar no Badra saímos na Trabalhadores, mas preferimos pagar o pedágio do que correr o risco de sofrer um roubo. O problema não é só a carga, tem o veículo, a pessoa, o agregado", contou. O proprietário de uma transportadora de Mogi das Cruzes conta que também já sofreu com os crimes. "Já tive roubos. Não é frequente. Tomamos medidas para poder transportar alguns produtos. Hoje, se é um material visado, colocamos um rastreador, no caminhão e no celular", explicou Matheus Moraes de Oliveira.