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Região

Alto Tietê tem 18 mil processos trabalhistas, aponta Tribunal de SP

18 dezembro 2016 - 07h00 Por Gabriely Machado
Alto Tietê tem 18 mil processos trabalhistas, aponta Tribunal de SP

As cidades do Alto Tietê registraram mais de 18 mil processos trabalhistas abertos no período de janeiro à outubro deste ano. O dado foi divulgado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Durante os doze meses de 2015, mais de 21 mil processos tramitaram. De acordo com o advogado especialista em direito do trabalho, Héber de Mello Nasareth, entre os processos mais frequentes estão: solicitação de pagamento de verbas rescisórias, horas extras não pagas, adicionais de horas noturnas e processos de assédio moral contra o trabalhador. Os municípios com maior incidência desses processos são: Mogi das Cruzes, com 7.251, Itaquaquecetuba, com 3.410 e Suzano, com 3.095 casos. Mogi possui a quantidade mais alta devido à inclusão das cidades de Biritiba-Mirim, Guararema e Salesópolis na estatística. Com o período de crise, as empresas começam a parar de pagar os direitos dos trabalhadores perante a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que abre margem para os processos trabalhistas. Segundo o TRT, os assuntos mais demandados envolvem questões de aviso prévio, multas por descumprimento da CLT, falta de pagamento ou irregularidades do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do décimo terceiro salário proporcional. "Falta de pagamento de verbas rescisórias ou não pagamento adicional de hora extra, além de demais benefícios, como vale refeição", apontou o advogado especialista sobre os processos abertos na região. O assédio moral no trabalho também é outro fator para a abertura dos processos trabalhistas contra empregadores e empresas. "Essas ações envolvem muitos operadores de telemarketing. Com metas quase que impossível, que não são autorizados a ir até o banheiro. Já peguei um caso desse e descobri um hoje que entrou ás 8 horas da manha no trabalho e só saiu às 14 horas do dia seguinte", contou Heber Nazareth. O assédio moral pode ser configurado também sobre trabalhadores que se sentem perseguidos por seus superiores, aumento abusivo de metas e deslocamento de local e função de trabalho. O TRT aponta que nos municípios apontados no levantamento (veja tabela ao lado), a espera pela sentença pode demorar até 275 dias. De acordo com Heber, em caso de recursos, o tramite pode demorar até anos. "Em primeira instancia é um número razoável. Pode demorar até um ano porque as audiências demoram. Se tiver recurso pode demorar três anos ou mais", afirmou o advogado.

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