O projeto de ampliação da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes está aprovado tecnicamente pelo Estado, que reconhece a necessidade do investimento, mas ainda depende de ajustes financeiros para ser executado. A liberação da verba ainda, neste ano, será trabalhada pelo deputado estadual Marcos Damásio (PR), que tem o prazo até 6 de julho para inclusão do projeto para aprovação de convênio. Para isso, o prefeito Marcus Melo solicitou à equipe do Estado um documento reforçando a aprovação técnica do projeto.
O assunto foi debatido, nesta terça-feira (26), quando o secretário estadual de Saúde, Marco Antonio Zago e sua equipe técnica receberam Marcus Melo (PSDB) e o secretário municipal de Saúde, Téo Cusatis, acompanhados do deputado Marcos Damásio, em São Paulo.
O secretário informou que a pasta não possui verba para execução do projeto de ampliação, orçado em R$ 1,8 milhão. “Não temos esse recurso em caixa para atender à solicitação nesse momento, mas sabemos da importância e atenção que o assunto merece”, explicou Zago.
“A ampliação da Maternidade da Santa Casa de Mogi é uma obra de extrema importância para garantir mais segurança e dignidade às mães e aos recém-nascidos e principalmente para minimizar a angústia vivida praticamente todos os dias com a superlotação da unidade”, ressaltou o prefeito, lembrando que o município já se disponibilizou a arcar com os custos de equipamentos, estimado em R$ 600 mil.
O projeto de ampliação da Maternidade foi protocolado na DRS-1 em 2 de agosto e, ao longo de praticamente um ano, a Prefeitura de Mogi não tem medido esforços para conseguir o recurso.
Projeto
A proposta prevê a ampliação de 38 para 51 leitos obstétricos e de 9 para 20 leitos de UTI Neonatal, números necessários para minimizar os problemas enfrentados com a falta de leitos obstétricos e cuidados ao recém-nascido no Alto Tietê.
A Santa Casa de Mogi está pactuada para realizar 390 partos por mês e está realizando 550. Tem capacidade para 9 leitos de UTI Neonatal e está recebendo uma média de 15 bebês. “Nossa principal preocupação é com os riscos de infecção, problema enfrentando em 2010 e que não podemos permitir que se repita. Nós entendemos que o Estado tem essa responsabilidade junto com a Prefeitura de fazer essa ampliação porque do jeito que está não pode continuar”, afirmou o secretário Téo Cusatis.