Familiares e amigos da jovem Brenda Lima de Oliveira, de 20 anos, morta por um policial militar de folga, na madrugada da última segunda-feira, dia 2, realizam neste sábado (7) uma passeata em homenagem à garota e reivindicam rapidez nas investigações do caso. Pelo menos, 300 pessoas participam do ato.
O grupo se reuniu no Terminal São José, a região é próxima ao local onde Brenda foi morta. De lá, eles caminharam até a região central. Serão mais de três quilômetros de caminhada. O ponto final da manifestação será em frente à Delegacia, onde o caso é investigado pela Polícia Civil.
Cartazes, gritos de ordem e, principalmente, um coro pedindo justiça foram o marco da manifestação. Para familiares, a investigação deve confirmar que o policial errou ao atirar, pois não averiguou se o casal teria sido o responsável por arremessar um projétil explosivo no imóvel dele. Além do que, não pediu apoio de viaturas policiais para investigar a ocorrência.
Entenda o caso
Brenda foi morta ao receber um tiro nas costas. A bala também atingiu o namorado dela, que está com o projétil alojado. O disparo foi feito por um PM de folga. Em depoimento à Polícia Civil, o policial disse que estava de tocaia na varanda de seu imóvel, já que bandidos arremessaram uma bomba caseira. Ele, inclusive, relatou estar sendo alvo de ameaças, após uma operação policial prender criminosos num residencial próximo ao local.
Horas depois da morte, um grupo de encapuzados incendiou dois ônibus no Terminal São José. Ninguém foi ferido, ou foi detido. A Radial, responsável pelo transporte público na cidade, suspendeu temporariamente a circulação de ônibus na região. A medida, porém, foi cancelada no dia seguinte ao protesto violento.