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Região

Bancários lançam nesta terça a 'mais difícil Campanha Salarial dos últimos tempos'

Será a primeira vez que a categoria negociará direitos desde o desmonte trabalhista; ato terá início às 10 horas, no largo do Rosário (Praça da Marisa), com a participação da caravana de mobilização da Fetec/CUT

09 julho 2018 - 14h49 Por de Mogi

O Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região lança oficialmente nesta terça-feira (10) a Campanha Nacional Unificada 2018, considerada a mais difícil dos últimos tempos. Será a primeira vez que as negociações da categoria ocorrerão sob a nova Lei Trabalhista, que entrou em vigor em novembro do ano passado e extinguiu vários direitos.

O ato está previsto para iniciar às 10 horas, no largo do Rosário (Praça da Marisa), com a participação da caravana de mobilização da Federação dos Trabalhadores das Empresas em Crédito (Fetec/CUT). De lá os bancários percorrerão as agências bancárias da malha central para conscientizar funcionários e a população sobre a importância dos bancos públicos e das condições de trabalho dos bancários.

Este ano, a prioridade da campanha é a proteção da categoria contra o desmonte trabalhista. Ao contrário de outras edições, direitos assegurados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) deixam de valer no dia 31 de agosto em consequência da reforma trabalhista, que extinguiu o princípio da ultratividade, por meio da qual as cláusulas de um acordo valiam até a assinatura do outro.

Por esse motivo, uma das reivindicações do movimento sindical é a assinatura de um pré-acordo para resguardar esses direitos até o final das negociações e assinatura da nova CCT. A categoria também reivindica reposição da inflação, aumento real, defesa dos empregos, melhores condições de trabalho, combate ao assédio moral e  validade da CCT para todos os bancários, independentemente da remuneração.

“A partir do dia 1o de setembro, direitos como férias remuneradas, 13o salário, vales refeição e alimentação, PLR, licenças maternidade e paternidade, horas extras e limite de jornada deixam de valer. Por isso, elegemos como prioridade a proteção da categoria contra o desmonte trabalhista. Essa luta não é exclusiva dos bancários, mas de todas as categorias de trabalhadores. Vamos nos mobilizar pela manutenção de nossos direitos, defender nossa CCT que é referência em todo o País e combater as demissões”, explica o presidente do Sindicato, Clayton Teixeira Pereira.

Negociações

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, que representa os trabalhadores na mesa de negociação, e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) teve início dia 28 de junho e foi frustrante. A Fenaban não levou para a mesa nenhuma resposta sobre o pré-acordo para garantir a validade da CCT depois de 31 de agosto proposta pelo Comando na entrega da pauta, ocorrida em 13 de junho. Também não foi estabelecido nenhum calendário para as próximas negociações. A única data prevista é 12 de julho para a segunda rodada.

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