A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está investindo na instalação de interceptores (ITi) para auxiliar na coleta e tratamento de esgoto da região a fim de contribuir com a despoluição do Rio Tietê. Juntos, os equipamentos irão encaminhar o esgoto de 1 milhão de pessoas para tratamento, desviando o seu descarte no rio.
Para facilitar a identificação, cada interceptor ganha uma numeração. Na região, dois serão implantados, o ITi 15 e 16. Ambos fazem parte do "Projeto Tietê" que busca contribuir para a revitalização progressiva do rio por meio da ampliação e otimização do sistema de coleta, transporte e tratamento de esgoto.
"Todas as intervenções previstas e realizadas neste programa refletem positivamente nos rios que cruzam a região metropolitana, a exemplo do Tietê, cujo resultado é visível no interior do Estado com a redução progressiva e significativa da mancha de poluição, que já diminuiu 392 quilômetros - um recuo de 74%", argumenta a Companhia.
Atualmente, o ITi-15 está em fase de obras e com previsão de conclusão para 2020. Serão 5,4 quilômetros de tubos para levar o esgoto de 450 mil pessoas do extremo leste de São Paulo, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. Os esgotos serão encaminhados para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de São Miguel.
Já o ITi-16, vai encaminhar esgoto de mais de 527 mil pessoas para tratamento na ETE de Suzano, beneficiando, além do município, as cidades de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Poá. Este interceptor terá 6,3 quilômetros de tubulação principal, coletores-tronco e interligações, além de mais três unidades de bombeamento.
Parte da obra já está completa, e a previsão é que ela seja concluída até 2021.
Até o momento, a Sabesp investiu aproximadamente R$ 1,7 bilhão em obras de coleta e tratamento de esgoto nos municípios do Alto Tietê.