Ao menos dois ex-secretários, três servidores públicos e mais 20 pessoas foram presas nesta quarta-feira (22), em Santa Isabel, após investigação, do Ministério Público (MP), identificar fraudes em licitação totalizando ao desvio de R$ 3.589.110,21. De acordo com a denúncia, a operação identificou crimes de improbidade administrativa ao nomear, de forma fraudulenta, uma empresa para gerir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Em nota a Prefeitura disse que duas funcionárias concursadas foram conduzidas ao distrito policial da cidade, no entanto, não pôde fornecer mais informações, pois, os acontecimentos ocorreram na gestão anterior.
Ao longo de três anos, procuradores do MP analisaram indícios de fraudes em licitação na Saúde, a qual objetivou na contratação de uma empresa para gerir a Upa da cidade. Segundo a investigação, o processo foi direcionado em favor dessa instituição. O MP acredita que o dinheiro enviado à Upa teve outro destino ao da compra de medicamentos, execução dos serviços, entre outros.
Por isto, nesta quarta-feira, os procuradores desencadearam uma megaoperação. Os alvos da ação foram começaram a ser levados à Delegacia da cidade durante a manhã. Até o meio-dia, 25 pessoas tinham sido conduzidas. Segundo a Polícia Civil, eles serão transferido a um distrito policial de Guarulhos, já que, a unidade policial da cidade não suporta a quantidade de pessoas. Todos foram presos em caráter preventivo.
Os detidos poderão responder pelos crimes de desvio de dinheiro público e corrupção. Também deverão ter os bens bloqueados. A Justiça solicitou que alguns perdam os direitos políticos. E que paguem multa duas vezes maior ao valor desviado, ou seja, um montante que pode chegar a R$ 10 milhões.
O DS tentou, mas não conseguiu contato com a defesa dos acusados.