No ano passado, do total de 24.450 partos realizados no Alto Tietê, 13,7% corresponderam a gestantes que deram à luz com menos de 20 anos de idade. O índice representa 3.372 nascimentos em 2017. Há uma década, a taxa era de 18,4% na região, o que significa uma queda de 4,7% neste tipo de ocorrência, conforme dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). De acordo com o levantamento, Biritiba Mirim é o município em que há o maior registro de gravidez entre as mulheres nesta faixa etária. Na cidade, os partos em adolescentes representam 21,3% do total de nascimentos.
O índice também é elevado em Salesópolis, onde 18,6% da maternidade seguiram este perfil no ano passado. Acima da taxa regional de 13,7% ainda aparecem os partos realizados em Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Guararema. Em Itaquá, as gestantes menores de 20 anos foram responsáveis por 15,8% dos nascimentos na cidade, o que corresponde a quase mil ocorrências. Em Ferraz, esta é a faixa etária
de 13,8% das parturientes. Em Guararema, o índice se mantém no mesmo patamar regional, em 13,7%.
As porcentagens são menores nos municípios de Poá, Suzano e Mogi das Cruzes, embora o índice de gestantes seja maior, conforme as populações dessas cidades que tendem a receber mais nascimentos. Nessas três localidades, a taxa deste perfil de gravidez fica entre 10,7% e 12,9%.
Em comparação aos índices de 2007, a região teve uma queda de 4,7%. Há dez anos, a gravidez na adolescência correspondia a 18,4% do total de nascimentos no Alto Tietê, ou 4.291 partos. A taxa era ainda maior no início dos anos 2000, quando este era o perfil de 20,3% das mães nas dez cidades. A gravidez precoce pode ser evitada por meio de políticas públicas que ampliem o debate sobre os métodos de prevenção, incluindo o sexo seguro, de forma a reduzir não apenas a gestação na adolescência como também os casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST's) entre grupos de todas as idades.