A candidata à vice-governadora na chapa de Marcio França (PSB), Eliane Nikoluk (PR), foi à primeira entrevistada do “DS Entrevista” sobre as propostas ao governo do Estado. A republicana elencou melhorias para as polícias Civil e Militar e Técnico Científica, falou sobre o foro privilegiado e reforçou que o combate ao crime organizado deve começar pela educação. Ela também disse que numa eventual candidatura ao lado do socialista, irá reforçar o estreitamento entre as polícias e a população.
Eliane destacou que o aumento dos crimes no Estado não é algo exclusivo da segurança pública. Segundo ela, problemas cotidianos, como a falta de emprego, crise econômica, entre outros, impactam diretamente no cometimento de crimes. Além disso, a republicana credita que estes fatores são consequência à má gestão, principalmente envolvendo a corrupção.
"O Brasil é um local promissor, cheio de riquezas. A gente vê que esses problemas (corrupção e má gestão) acarretam em situações diversas, uma delas sendo na segurança pública", reforçou.
A republicana tem uma carreira de 30 anos na Polícia Militar. Para ela, a segurança pública se constrói em níveis sociais. Exemplos como educação, oferta de emprego, esporte, lazer, cultura, entre outros. "A segurança é uma consequência. Por isso, a gente (plataforma de governo de Márcio França) tem viés para questão primária do crime".
Segundo Eliane, a proposta para afastar o jovem do crime consiste em alistamento voluntário, no qual o interessado irá receber bolsa para estudar. Com isso, segundo ela, o jovem não será cooptado ou influenciado pelo crime organizado. "É gerar oportunidade de emprego, abrir o horizonte. A maior parte dos homicídios ou tentativas são decorrentes ao tráfico de drogas, com maior parte das vítimas tendo até 29 anos".
No Alto Tietê, o município de Guararema é o único a ter um Centro de Segurança, onde câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade auxiliam na prevenção de crimes. O projeto é visto com bons olhos pela republicana, que, num eventual governo, se comprometeu a investir e ampliar em outras cidades do Estado.
"É um compromisso dele (Marcio França). Será feito esse ampliação da segurança. Vemos que são projetos que dão resultados, previnem. Chamamo-los como cinturões de segurança. O que temos que fazer é investir e apoiar", disse.
Eliane falou ainda sobre o déficit de policiais, e quais soluções o eventual governo socialista e republicano trará para São Paulo. "Precisamos melhorar o efetivo, equipamentos, viaturas. Queremos disseminar e fortalecer o estreitamento dessa relação das polícias com a população. É fortalecer os conselhos de segurança, é ampliar a vizinhança solidária”.