Após o anúncio de que o posto policial do Centro de Itaquaquecetuba fecharia por falta de manutenção do prédio, um grupo de empresários da cidade se uniu e iniciou a reforma. A previsão é de que a base seja entregue em até duas semanas. As obras estão orçadas em R$ 12 mil.
Na última sexta-feira, o tenente-coronel Anderson Caldeira Lima, responsável pelo comando do 35º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (BPM/M), disse que as equipes seriam retiradas do posto policial a partir desta quinta-feira (1º).
Segundo ele, o prédio não passava por reformas há 15 anos. Vazamentos da parte hidráulica, falta de pintura e telhas quebradas, além de problemas na parte elétrica, foram às demandas elencadas.
O risco iminente de fechamento pôs um alerta na cidade. Segundo um dos responsáveis pela obra, o jornalista Emerson Rodrigues, o Cheff Júnior, a saída de policiais do prédio colocaria riscos à segurança de comerciantes e consumidores, que frequentam todos os dias a região central da cidade. "O comandante Caldeira nos apresentou uma relação do que precisava ser feito e quanto seria gasto, com base em informações de um engenheiro. Fomos atrás de parceiros; um doou material para construção e outro a parte elétrica", explicou.
A reforma do posto policial será na parte elétrica, hidráulica, alvenaria e pintura. Para o Cheff Júnior, a obra deve levar cerca de, no máximo, duas semanas para ser concluída. "Já foi iniciado. Só gostaria de frisar a participação das empresas, que pensam na segurança do itaquaquecetubense".
"Não posso esquecer que houve a participação do vereador Elinho (Elio Araujo, do PTB). Foi dele quem partiu a iniciativa de trazer tantas empresas", frisou Cheff Júnior.
O grupo de empresas que custearão os custos de mão de obra e materiais é formado pela Lapiendrius, a Iveloz, a Casa Rossi, a Giba Materiais Gráficos, o Restaurante Costela do Guima, a KM Som, o Liceu Brasil, a TH3 Sports e a Projetos e Construções Lucas Morais.
Conforme entrevista dada na semana passada ao DS, Caldeira reiterou a necessidade de que houvesse a reforma para, enfim, garantir condições dignas aos policiais que ali ficam alocados.
"Mais do que nunca, é hora de a gente se ajudar. Foi elencado, por mim, que chegando à época da Operação Natal Seguro, para um policial com agentes motivados, precisávamos de um posto apto aos policiais e agentes municipais", completou.