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Região

Eleição para novo presidente da Câmara de Poá gera discordância

Três vereadores almejam o cargo, mas somente duas chapas podem ser registradas para a eleição

07 novembro 2018 - 23h52 Por Aline Moreira - de Poá
A votação para o novo presidente da Câmara Municipal de Poá tem causado alvoroços e discordâncias entre os parlamentares. No último sábado, a Casa de Leis realizou uma sessão extraordinária para a escolha do novo presidente. Contudo, no início da sessão, ela foi suspensa após um decreto judicial. 
A nova votação acontece na próxima terça-feira às 17 horas. 
 
Os candidatos têm até as 17 horas de segunda-feira para protocolar a chapa e concorrer ao cargo de presidente. 
 
Os vereadores Azuir Marcolino (PTB), David de Araújo, o Tio Deivão (PR) e Saulo Teixeira Alberto da Costa (PSL), o Dr. Saulo Dentista, disputam o cargo. 
 
A chapa do vereador Marcolino, que está concorrendo a vaga na mesa diretiva, entrou com um decreto judicial para anular a sessão de sábado, argumentando que não era viável por conta da convocação de última hora, sendo que os parlamentares teriam até o dia 15 de dezembro para realizar a votação.
 
"Ficamos sabendo na quinta-feira que no sábado teria votação para o novo presidente da Câmara. Entendemos essa ação como uma manobra política porque alguns vereadores estavam de viagem marcada para o feriado prolongado. Não tem nenhuma explicação para ter feito isso no sábado", explica o vereador Marcolino. 
 
"Tivemos que trabalhar até as 2 horas da manhã de sexta-feira para conseguir uma liminar e barrar a eleição no sábado", acrescenta.
 
O vereador Antonio Faustino Ventura, o Toninho da Biblioteca (SD), que é oposição ao governo do prefeito Gian Lopes (PR), e auxiliar na chapa de Marcolino, também comentou sobre o ocorrido no sábado. "Eu e mais cinco vereadores acionamos uma oficial de justiça para barrar a votação porque não tem sentido fazê-la em um sábado pós-feriado. Sabemos das manobras do executivo e o povo sabe também, por isso teve confusão, porque nos opusemos ao governo", conta o vereador. 
 
Além disso, Marcolino lembra que no começo da sessão de sábado, duas chapas estavam registradas quando o vereador Saulo de Oliveira Souza (SD) lançou sua candidatura. "A Casa de Leis jamais pode aceitar uma chapa incompleta. Ninguém sabia que ele era candidato. Isso gerou insatisfação dos vereadores e só contribuiu para a discussão", explica. 
 
O DS procurou o gabinete do vereador Saulo Souza e até o fechamento dessa edição não houve resposta. 
Além dos candidatos Marcolino e Tio Deivão, o atual vice-presidente da Câmara, Dr. Saulo Dentista, lançou seu nome a presidência. A proposta do vereador é oferecer uma terceira opção, ou seja, formar uma nova chapa com os vereadores que não estejam satisfeitos com as existentes. "Como não formalizei meu apoio a nenhuma das duas, embora tenha conversado com ambos os candidatos (Azuir Marcolino e Tio Deivão), sinto-me à vontade para tomar esta importante decisão", disse o parlamentar. 
 
A ideia surgiu após discordâncias entre os membros das duas chapas e após a conturbada sessão de sábado. "Queremos formar um grupo que tenha autonomia, independência e sem interferências externas. Porque, para mim, ficou evidente que ambas as chapas estão comprometidas. A primeira com um ex-prefeito e a segunda com o atual prefeito".
 
O vereador Tio Deivão, que concorre à presidência da Casa de Leis, defendeu a legitimidade da sessão de sábado e acatou a liminar de suspensão. "O que foi levado em consideração para a anulação foi que a sessão deveria ter sido ordinária e não extraordinária, que temos até dezembro para realizar a votação", argumenta. 
 
Deivão se posiciona contra qualquer ato de violência física ou verbal. "No sábado ouve agressão. Algumas pessoas invadiram o plenário, foi bem complicada a situação. Apesar da disputada, os vereadores têm que levar em consideração a amizade que deve estar acima da política", diz. 

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