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Região

Região tem 1,2 mil infectados com HIV em dez anos

Situação é alarmante, aponta Ministério da Saúde

30 novembro 2018 - 23h52 Por Marília Campos - da Região
Entre 2007 e 2017, as dez cidades do Alto Tietê somaram 1.287 casos confirmados do vírus HIV, segundo informações do Ministério da Saúde, que disponibiliza dados do agente biológico causador da Aids de 1980 até junho do ano passado. O índice da região caiu 25,5% em comparação aos registros da década anterior, entre 1997 e 2006, quando pelo menos 1.729 pessoas foram infectadas. 
 
Apesar das informações gerais e oficiais do Sistema DataSUS, o Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA) de Suzano destaca dados recentes e alarmantes diante do trabalho de luta contra o vírus. De acordo com a coordenadora do programa municipal e gerente do serviço, Jeruza Dias Rahal Moretti, o HIV já foi detectado em 52 pacientes suzanenses neste ano, sendo que a incidência entre os jovens com idades entre 21 e 30 anos cresceu 59% nos últimos dois anos, passando de 22 registros, em 2016, para 35 até novembro deste ano. 
 
Para Jeruza, a situação é preocupante e multifatorial. Desde as últimas décadas do século passado, quando a Aids chegou ao conhecimento geral carregada de estereótipos, a comunidade científica trabalhou pelo aprimoramento de métodos de prevenção e tratamento. O cenário pautou a imprensa seguidamente até a estabilidade do quadro no País. Com o controle da situação, aos poucos o assunto saiu de foco e talvez isso tenha causado o atual regresso de incidência do vírus entre os jovens. "Com a acessibilidade ao medicamento, houve uma banalização e parou de se falar na mídia. É preciso retomar a conscientização", enfatiza. 
 
A melhor prevenção contra o HIV ainda é o uso de preservativo durante a relação sexual. O devido acompanhamento médico dos portadores do vírus também é um importante método de prevenção, uma vez que com o controle da baixa carga viral, o agente se torna indetectável no organismo e intransmissível ao parceiro. 
 
Atualmente, a saúde pública também dispõe da Profilaxia Pós-Exposição Sexual (PEP), indicada àqueles que mantiveram relações sem preservativo ou vítimas de violência sexual, por exemplo. 
 
O tratamento medicamentoso leva um mês e deve se iniciar entre duas e 72 horas após a exposição. O atendimento tende a ocorrer no Pronto-Socorro (PS) mais próximo. 
 
Conforme a recorrência de indivíduos em busca da PEP, viabilizou-se a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que é a medicação indicada a casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é portador do vírus). O tratamento é voltado à pessoa sem HIV, que deve se medicar diariamente a fim de evitar a contaminação pelo vírus. 
 
O método é acessível mediante questionário e entrevista em unidades de saúde onde há mais demanda pela PEP, o endereço mais próximo para a PreEP na região é no SAE/CTA de Itaquaquecetuba. 

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