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Região

Associação defende necessidade de organização entre catadores

Seriam necessários 2 mil colaboradores para efetividade da coleta seletiva da região

22 dezembro 2018 - 23h54 Por Marília Campos - de Suzano
O presidente da Associação Nacional dos Catadores, Roberto Rocha, declarou que a organização dos catadores de materiais recicláveis é fundamental para avanços na categoria. O representante que também é membro da Coordenação Nacional dos Catadores, parte do Conselho Nacional de Meio Ambiente e da Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente (Cruma), de Poá, afirmou que na região já há investimentos neste sentido, embora ainda seja necessário ampliar o número de colaboradores para aproximar o trabalho às prefeituras e colher resultado efetivo.
 
Durante participação no programa DS Entrevista, Roberto detalhou como a atividade adotada para sobrevivência da família virou instrumento de transformação social, por meio da organização de cooperativas e reconhecimento do catador como categoria. A chamada 'cooperativa de segundo grau', Cata Sampa, surgiu para fortalecer a relação entre as cooperativas de São Paulo. A ação rendeu resultados de políticas públicas na esfera federal 
 
De acordo com o representante, segundo o comitê do Alto Tietê, hoje a região tem cerca de 500 catadores- incluindo os colaboradores de Guarulhos. Porém, em média, seriam necessários 2 mil trabalhadores para a oferta de um serviço eficiente às prefeitura, que hoje podem contratar as cooperativas, sem necessidade de abertura de processo de licitação. "Temos um termo de cooperação com o Condemat. Podemos avançar o processo de organização dos catadores na região, temos investido para isso". 
 
Outro projeto importante apoiado por Roberto é o plano de criação de Centros de Reciclagem, a fim de agregar serviços de alimentação, higiene e assistência aos catadores avulsos em situação de vulnerabilidade social. "Temos projetos já aprovados por parceiros, um dos lugares que queremos trazer este processo é o Alto Tietê, depende da vontade dos prefeitos. A coleta seletiva com eficiências só acontece se for com catador".
 
O poaense defende que a coleta realizada por empresas é focada no roteiro logístico, e não investe na educação ambiental e na relação com os munícipes. "Os catadores criam vínculo com os moradores, é preciso conscientizar para uma coleta de qualidade. Estudos apontam que a coleta por empresa privada tem, na maior parte, resíduo de lixo, e não reciclagem".