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Região

Fórum Mogiano LGBT realiza nesta sexta-feira caminhada contra transfobia

24 janeiro 2019 - 10h10 Por Marcus Pontes - de Mogi
Com cartazes, bandeiras e palavras de ordem, o Fórum Mogiano LGBT realiza nesta sexta-feira (25) uma caminhada reivindicando respeito e dignidade à população homossexual da cidade, em especial a transexual brutalmente espancada por um grupo de homens no Centro de Mogi das Cruzes. A programação do dia deve contar ainda com palestras e uma roda de conversas sobre a transfobia (preconceito contra transexuais). A expectativa de público é de cerca de 100 a 150 pessoas.
 
A concentração da caminhada será no Largo Chico Nogueira (antigo 1º de Setembro). A saída está programada para ocorrer às 16h30. O público vai caminhar pelas ruas da cidade, com o tema da passeata em cartazes e em palavras de ordem 'Mogi das Cruzes, Transfobia Não Passará'.
 
Alexandra Braga é fundadora e coordenadora do Fórum Mogiano LGBT. Segundo ela, a caminhada servirá ainda para expor outras situações de preconceito, que vem ocorrendo na cidade. "Tomaremos as ruas. Vamos expor situações e reforçar que há problemas na cidade, em relação ao preconceito a transexuais. Além da mulher trans espancada, vamos expor outro caso, que é de um homem trans, que foi impedido de usar o banheiro público", revelou.
 
Além disso, a coordenadora falou sobre a roda de conversas, que deve ocorrer após o ato. "Vamos até o Centro Cultural. Lá, teremos a presença das deputadas Erica Malunguinho e Erika Hilton. A ideia é debater o tema da transfobia”.
 
Alexandra se mostrou receosa com o futuro, tendo em vista que novos casos vieram à tona, após a vitória do presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Eles (agressores) têm falsa ideia de que podem agredir alguém, os quais não concordam com a orientação sexual e identidade de gênero. Todos somos seres humanos, e isso deve ser o primordial", disse. 
 
"A ideia mesmo é fazer que a população abra os olhos. Dê mais oportunidade e dignidade às pessoas trans. O que desejamos é conscientizar a todos sobre a importância também de mais políticas públicas ao público LGBT", finalizou a professora Alexandra, que também é uma mulher transexual. 

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