Internos da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) não vão receber visitas de parentes com sintomas de gripe. O objetivo é o de evitar a contaminação e proliferação do novo coronavírus. Na região, adolescentes infratores são encaminhados às unidades de Arujá e Itaquaquecetuba - a de Ferraz de Vasconcelos foi interditada.
Segundo a Fundação Casa, a suspensão de visitas só valerá para familiares de internos com sintomas de gripes. Há, porém, a recomendação de que as visitas sejam mantidas desde que ocorra de forma escalonada, para evitar aglomerações, com limitação do número de visitantes por adolescentes.
Além disso, os visitantes vão receber orientações sobre os cuidados de higiene e comportamento, durante a visitação, sendo disponibilizado produtos para assepsia no local, ou seja, álcool em gel, entre outros. E, se o adolescente não receber visita no dia programado, terá o direito de ligação.
Outras medidas também foram adotadas devido à pandemia do Covid-19. Uma delas é a suspensão das aulas, com professores da rede pública estadual. Há, ainda, o cancelamento de todas as saídas para consultas e exames não emergenciais.
Os atendimentos de urgência ficam mantidos.
A Fundação Casa irá manter as atividades pedagógicas, com a antecipação da ‘Programação de Férias’, oferecida pelos profissionais das unidades. As oficinas de arte e cultura realizada por parceiros serão mantidas.
A assessoria da Fundação Casa disse que, por enquanto, as ações religiosas serão adiadas, podendo, porém, ocorrer apenas de forma virtual ou por meio de mídias eletrônicas.
FUNCIONÁRIOS
Em relação aos profissionais, foi determinado a licença compulsória de 30 dias para servidoras gestantes e lactantes, assim como funcionários com sistema imunológico enfraquecido.
Igual ao que foi decidido por profissionais da segurança pública, as férias programadas foram suspensas para os próximos 60 dias, a partir do dia 21 de março, para os servidores: gestores de unidades da área da saúde e de atendimento socioeducativo.
Até por isto, o órgão decidiu flexibilizar os horários de entrada e saída dos servidos. Por exemplo, quem trabalha 40 horas semanais, em escala de 5 por 2, para evitarem os horários de pico do transporte coletivo.