O Governo do Estado de São Paulo divulgou o último levantamento do índice de isolamento social nas cidades paulistas realizado pelo Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo (Simi-SP). Na segunda-feira (13) as cidades da região não passaram dos 56% de taxa de isolamento, marca atingida apenas pela cidade de Itaquaquecetuba.
Em seguida, aparece Arujá com 55% no índice de isolamento social. Mogi das Cruzes figura no terceiro lugar das cidades da região, com 54% de sua população em quarentena. Suzano é a quarta e última cidade do ranking, com 53% de adesão ao isolamento.
No domingo de páscoa (12), Arujá e Itaquaquecetuba lideraram o ranking do Alto Tietê e registraram 67% de adesão ao isolamento, apenas 3% abaixo dos 70% recomendados pelo Centro de Contigência do Coronavírus no Estado.
Em Mogi das Cruzes, 64% da população respeitou a quarentena decretada em todo o Estado e permaneceu em casa. Em Suzano, o índice foi parecido. 63% dos munícipes aderiram ao isolamento social na páscoa.
Os índices da região são maiores do que os da Capital. De acordo com o levantamento, apenas 58% da população da capital estava em isolamento social no dia 12, e 50% no dia 13 de abril. No dias 8, 9, 10 e 11, os índices foram 51%, 48%, 56% e 54% respectivamente.
Até o momento, o levantamento conta com 52 cidades de São Paulo, entre essas estão quatro que pertencem a região do Alto Tietê, que são Arujá, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano. Todas as cidades citadas registraram índices acima dos 60% no dia 12 de abril.
A taxa de adesão em 70% foi estipulada pelo Centro de Contingência com base na capacidade hospitalar e número de leitos disponíveis no sistema de saúde do Estado, que segundo o governo é ideal para frear a disseminação e contaminação do Covid-19. Caso os índices de adesão continuem abaixo do estipulado, o sistema de saúde não será capaz de atender toda a população infectada.
O Simi-SP é viabilizado por meio de uma parceria feita com quatro operadoras de telefonia, a Claro, Tim, Oi e Vivo. Os dados agregados e anônimos fornecidos pelas operadoras são estudados pelo centro de inteligência que transforma os dados em uma espécie de mapa de calor. Nesse mapa é possível ver locais que tenha maior aglomeração de pessoas por espaço e período.
Com essas informações, a gestão intensifica ações de e campanhas de conscientização em parceria com as prefeituras. De acordo com o governo, todo esse processo respeita as leis vigentes e a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de forma que não monitora dados pessoais dos cidadãos.