Quatro das cinco principais cidades do Alto Tietê terão hospitais de campanha para enfrentar o novo coronavírus.
Serão 340 leitos dedicados ao atendimento de pessoas infectadas pela Covid-19 e um investimento aproximado de R$ 7,9 milhões. Da região, a única cidade a não contar com uma unidade especializada será Itaquaquecetuba.
A pandemia do novo coronavírus mudou o cenário da saúde pública no país. O Brasil tem hoje 28.320 casos confirmados da doença e 1.736 mortes decorrentes à doença (confira matéria sobre os dados na editoria Nacional). E as cidades do Alto Tietê seguem buscando medidas para combater a proliferação do vírus, além de diminuírem os índices de infectados e mortos pela doença.
Levantamento realizado pelo DS mostra que a construção dos hospitais de campanha na região tiveram, exclusivamente, recursos oriundos dos governos Estadual e Federal.
Em Mogi das Cruzes, o investimento foi de R$ 2,8 milhões. O hospital provisório, que terá 200 leitos e funcionará na Avenida Cívica, próximo ao Ginásio Professor Hugo Ramos, será para o atendimento de casos considerados leves e moderados.
Por se tratar de uma unidade de retaguarda, ou seja, as unidades de saúde da cidade vão determinar quem será encaminhado para o local. Portanto, não será um hospital de porta aberta.
A Arena Suzano será o segundo maior hospital de campanha da região.
Haverá 80 leitos de observação para atendimento de baixa e médica complexidade. A pasta de saúde suzanense, porém, poderá alterar a configuração conforme a demanda de casos confirmados da doença.
Segundo a Prefeitura, o investimento inicial para a infraestrutura do local foi de R$ 527.834,02.
Poá recebe verba do Estado; Ferraz também faz construção
Poá recebeu do Estado verba de R$ 1 milhão para a construção do hospital de campanha. O Centro Municipal de Especialidades (CEME) será a sede da unidade provisória, que foi adaptada e deve começar a receber pessoas com suspeita da doença. Além disso, o local vai abrigar pacientes infectados pela Covid-19. No total, serão 30 leitos para atender à população. Haverá, ainda, um centro de triagem com drive-thru, que receberá pessoas com suspeita de coronavírus em seus carros.
A secretária de Saúde, Flávia Verdugo, disse que a unidade de triagem também atenderá pedestres. "Os pacientes com febre e dificuldades respiratórias serão encaminhados para avaliação com equipe, e aqueles que necessitarem de um atendimento mais especializado e que estiverem com os sintomas mais agravados terão todo o suporte aqui no Hospital de Campanha e no Hospital Municipal Guido Guida".
De acordo com a Prefeitura de Itaquá, os recursos oriundos para o combate ao coronavírus chegam a sifra aproximada de R$ 3,6 milhões. Em nota, a assessoria da cidade pontuou que o município não terá um hospital de campanha. No entanto, as verbas enviadas pelo Estado não foram exclusivamente para construção de hospital de campanha.
O município adquiriu insumos e EPIs, para os profissionais da saúde. "A Prefeitura de Itaquaquecetuba vem adotando todas as medidas cautelares, ressaltando que o recurso enviado pelo Governo do Estado será utilizado durante todo o período da Pandemia", disse o texto.
Ferraz de Vasconcelos terá um hospital de campanha. O investimento para a construção da unidade chega a cifra de R$ 5 milhões. A assessoria ferrazense disse que, após construído, o local será dividido em polos de atendimento:
"O Hospital de Campanha terá 50 poltronas no primeiro polo, o segundo com 20 leitos e o terceiro com mais 10 leitos de UTIs. A capacidade será de 300 a 500 atendimentos diários. Os dois polos inicias funcionarão das 7 às 22 horas e as UTIs funcionarão 24 horas por dias".