A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) avalia pedido de encerramento oficial do aterro do Pajoan, em Itaquaquecetuba. A companhia afirmou ter realizado uma vistoria na área no dia 30 de junho.
O local foi interditado em 2011 após uma explosão, na qual despejou mais de 450 mil toneladas de lixo na Estrada do Ribeiro. Além disso, o aterro teve a licença ambiental cassada. De acordo com a Prefeitura de Itaquaquecetuba, o aterro segue interditado.
População
Maria Lima vive no Jardim Lucinda e relata que antes o cheiro e o movimento de caminhões incomodavam os moradores. Hoje, ela vê mais movimento na área. “Não vemos ninguém aí. Está abandonado. O incômodo antes era grande por causa do cheiro e do movimento dos caminhões”, disse.
No entanto, ela relatou o descarte irregular de lixo e reclama do estado em que, próxima de onde ficava uma das entradas do aterro, ficou. “A rua ficou destruída. Engolimos poeira dia e noite. Quando chove fica muita lama. Tem pessoas que descartam lixo, mas nunca vemos quem é”, afirma.
O caminhoneiro Gérson de Oliveira diz que a rotina dos moradores segue a mesma desde a interdição do aterro. “Continua parado. Somos esquecidos aqui. Não tem mais o lixão, mas o local está abandonado”, conta.
O tocantinense Júlio da Silva se mudou para Itaquaquecetuba há 5 anos. Ele também vive próximo de uma das entradas. “Tem algumas casas aqui na entrada. Há 5 anos que cheguei aqui, ou seja, a explosão tinha acontecido. Nunca aconteceu mais nada aí”, finalizou.