Em ritmo de vacinação acelerado e alcançando cada vez a população adulta, as cidades do Alto Tietê descartam a possibilidade de punir servidores públicos municipais que escolhem não se vacinar contra a Covid-19. Apesar disso, as cidades estão reforçando as ações de conscientização sobre a importância da imunização coletiva entre a população e servidores.
Na cidade de Suzano, a Prefeitura informou que a adesão da vacina entre servidores está em quase 100% e poucos servidores municipais apresentaram justificativa de saúde, por meio de laudo médico, para não se vacinarem neste momento.
Com isso, o Executivo descarta a possibilidade de aplicar algum tipo de punição. Entretanto, a administração destacou que reforça a necessidade de cada cidadão suzanense fazer a sua parte para contribuir com o fim da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), e isto também inclui o seu quadro de servidores públicos.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes avalia que até o momento, é vista uma boa adesão à vacina, tanto dos servidores quanto da população em geral e, por este motivo, não vê necessidade de adotar punições. O Executivo destacou que segue as regras e determinações impostas pelos governos Estadual e Federal, por meio do Plano Nacional de Imunização, que até o momento não determinam punições neste sentido.
Cenário parecido em Poá. De acordo com a Prefeitura, ainda não há uma definição sobre o assunto e a Secretaria Municipal de Saúde aguarda as diretrizes do governo do Estado.
Em Itaquaquecetuba, o Executivo também não pretende aplicar punição aos servidores que se negarem a receber o imunizante. Na cidade é feita apenas a conscientização da importância e necessidade de fazer uso do imunizante. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, um servidor chegou a se negar a receber a vacina, mas foi chamado para conversar e decidiu aderir.
Na cidade de Ferraz de Vasconcelos também não é prevista nenhuma medida punitiva para quem não tomou a vacina contra a Covid-19 até o momento.
A Prefeitura de Guararema destacou que até a presente data não avalia nenhuma forma de punição aos servidores que se recusarem a tomar a vacina. Além disso, lembrou que trata os servidores como cidadãos, e que aqueles que se recusam a tomar a vacina, assinam um termo de recusa sendo colocado no fim da fila do cadastro para vacinas.
Os dados também foram solicitados para as prefeituras de Salesópolis, Biritiba Mirim, Arujá e Santa Isabel, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem.