O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos) apresentou, nesta terça-feira, em ato “Mogi Contra o Pedágio”, realizado no Theatro Vasques, uma pesquisa mostrando que 85% dos mogianos são contrários ao projeto da Artesp para instalação de pedágio na Mogi-Dutra.
Levando-se em conta que o levantamento também mostrou que 20% dos mogianos não conheciam a proposta, é possível deduzir que a esmagadora maioria da população a reprova. A reunião contou com representantes da indústria, do comércio, da agricultura, lideranças religiosas e movimentos organizados que contestam o projeto.
“A pesquisa foi clara: a mogiana e o mogiano que conhecem a proposta do pedágio não concordam com ela. Além disso, quatro em cada cinco mogianos jamais votariam em um candidato a governador, ou a vice-governador, que estivesse autorizando o pedágio para a cidade. E esse é um dado muito importante quando você fala em um ano pré-eleitoral. É isso que incomoda, infelizmente: o voto. Mas é importante lembrá-los que, se depender de Mogi das Cruzes, ninguém vai ser eleito em 2022 defendendo o pedágio. A cidade não aceita esse projeto absurdo”, afirmou Caio em seu pronunciamento.
O evento desta terça-feira trouxe, além da pesquisa, uma apresentação com números e informações que mostram os prejuízos que a proposta acarreta para a cidade. Os problemas incluem questões de mobilidade, planejamento urbanístico, prejuízos para comerciantes, empresários e pessoas que se deslocam entre regiões distantes da cidade – e que teriam que pagar o pedágio. A proposta da Artesp compromete a atração de novos investimentos e transformaria a malha viária da cidade em uma via rápida de acesso ao litoral (veja todas as informações em documento no final da página).
Para a vice-prefeita Priscila Yamagami Kähler, o momento é de cooperação e união contra um projeto marcado desde o início pela falta de diálogo: “Vamos mostrar como somos fortes e como essa proposta é ruim para Mogi das Cruzes. O que não é bom para as pessoas não é bom para o governo e para a cidade”, resumiu. O vereador Edson Santos, representando os vereadores presentes, reforçou a disposição contrária do Legislativo diante do projeto: “A cidade não aceita essa proposta e estamos unidos para que Mogi das Cruzes fique livre deste projeto”, frisou.
Com base nos dados técnicos levantados pela Prefeitura, secretários fizeram explanações detalhando o alcance dos transtornos. A secretária municipal de Transportes, Cristiane Ayres, mostrou que as intervenções propostas pelo projeto da Artesp inviabilizam projetos viários em andamento, seccionam o Corredor Leste-Oeste (Avenida das Orquídeas) e impedem o projeto de retirada da rotatória localizada no cruzamento da avenida Valentina Borestein com a rua David Bobrow.