Após mais de um ano de restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as igrejas do Alto Tietê já podem voltar a receber fiéis com até 100% da capacidade máxima. Mesmo com a liberação, válida desde a última terça-feira (17), os líderes religiosos ainda vivem o desafio da adaptação à nova realidade sem trazer riscos de novas contaminações.
Ainda com a obrigatoriedade do uso de máscaras e condicionado ao distanciamento mínimo de um metro entre os clientes ou fiéis. As igrejas católicas da região aderiram desde o primeiro momento à liberação.
De acordo com o bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini, a liberação foi muito esperada pelos fiéis, mas não pode significar a falta de cautela no combate ao vírus.
“Assim que foi liberado, passamos a tirar as limitações de assentos e aumentamos a capacidade. Mesmo assim, seguimos orientando a respeito do uso das máscaras, álcool em gel e até para que evitem se cumprimentar”, explica o bispo.
Cenário parecido na Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil para Cristo, localizada em Suzano. Mesmo com a flexibilização permitindo o aumento da capacidade para 100%, o pastor Alex Aquino optou por delimitar a capacidade de até 60%.
“Estamos seguindo os protocolos definidos pelo estado e pelo município, mas optamos em estabelecer o limite de até 60%, que respeita a realidade das 16 igrejas que temos na cidade. Uma é diferente da outra, às vezes a capacidade é maior ou menor, então foi a melhor decisão”, conta.
Segundo o pastor, o grupo das igrejas irá manter a mesma limitação por pelo menos até o final do ano, mas a expectativa de voltar a disponibilizar 100% das cadeiras para os fiéis é alta.
Também em ritmo de cautela, a Igreja Cristã Mundial ainda não aderiu à totalidade da flexibilização. De acordo com o bispo Julio Vertullo, a capacidade estabelecida ficou em 80%, uma forma de testar a nova realidade.
“Ainda não voltamos 100%. A ideia é primeiro analisar como será esse retorno para posteriormente flexibilizamos. A expectativa do retorno vai aumentando no ritmo que a vacinação também avança, mas é importante mantermos a cautela”, conta o bispo.
Na análise de Vertullo, a igreja sempre seguiu como parâmetro o índice da ocupação dos leitos de Covid-19 na cidade, facilitando o controle de acesso aos cultos e evitando riscos de contaminações.
Os cultos também seguem ocorrendo com restrições na Igreja Viver em Cristo. No local, o pastor Ronaldo Gabriel tem percebido que, mesmo com a liberação, os fiéis não estão comparecendo com total confiança, e por isso não chegam a encher o local.
“Voltamos a ter cultos, mas o retorno é lento. Algumas pessoas ou grande parte delas ainda se sentem inseguros”, explica.