O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos), anunciou nesta segunda-feira (30) que estuda implantar o “passaporte da vacina” como forma de combater aglomerações. A medida, segundo o prefeito, é uma forma “interessante” para estimular a população a se imunizar contra a Covid-19.
O mesmo protocolo foi anunciado no último sábado (28) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Na cidade, eventos que podem gerar aglomerações precisarão solicitar o comprovante de vacinação contra o novo coronavírus para todos os participantes. A medida passará a valer a partir de 1º de setembro.
De acordo com Caio Cunha, a ideia está sendo estudada, mas se implantada, será de forma suave.
“A obrigatoriedade desse passaporte pode ser muito interessante. Nós estamos estudando como isso pode ser feito de uma forma mais suave. Tudo o que é obrigatório acaba sendo muito pesado, ditatorial. A gente quer fazer mais na base da consciência”, explicou.
Para estimular a vacinação contra a Covid-19, o prefeito também divulgou que a Prefeitura está elaborando um decreto para determinar que os servidores públicos da cidade necessariamente tomem o imunizante.
Segundo o chefe do Executivo mogiano, não é possível determinar que empresas da cidade obriguem seus funcionários a se vacinarem, entretanto, como prefeito, é preciso tomar decisões.
“Não posso obrigar que uma empresa faça isso, mas enquanto Prefeitura, eu posso fazer e preciso. A gente lida com gente a todo momento aqui na Prefeitura. São seis mil funcionários, fora os demais. Então a gente está vendo uma forma de como fazer isso”, explicou.
Estratégia
O passaporte da vacina é uma estratégia já adotada em outras cidades. Em São Paulo, o ingresso para a entrada de shows, congressos, jogos de futebol e outros eventos com público superior a 500 pessoas só será entregue mediante ao comprovante da vacinação.