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Região

Secretária de Mogi presta contas sobre contrato da limpeza pública

Reunião foi presidida pelo vereador Iduigues Martins (PT) e contou com a presença de outros parlamentares

09 setembro 2021 - 21h45 Por de Mogi
A secretária municipal de Serviços Urbanos de Mogi, Camila Souza, e sua equipe técnica, compareceram à Câmara Municipal nesta quinta para prestar contas sobre a transição dos serviços de coleta de lixo na cidade. A reunião foi presidida pelo vereador Iduigues Martins (PT) e contou com a presença do secretário municipal de Governo, Francisco Cochi.
 
Em sua explanação Camila Souza apresentou um panorama da coleta de lixo no Brasil e falou sobre os esforços da prefeitura para impedir a instalação de um aterro sanitário em Mogi das Cruzes. A secretária ainda falou sobre as ações do Executivo para iniciar uma Parceria Público-Privada (PPP) para coleta de varrição e capinagem nas ruas da cidade. 
 
Camila Souza também falou sobre o contrato de coleta de lixo com a CS Brasil e sobre o contrato emergencial com a Peralta Ambiental. De acordo com os dados apresentados, em 2015 foram gastos R$ 14.684.830,52, em um período de seis meses; no ano de 2016, a Prefeitura gastou R$ 38.377.833,13; em 2017, R$ 47.492.225,42; em 2018, R$ 53.055.840,99; em 2019, R$ 56.220.425,47; em 2020, R$ 64.364.815,68; por fim, em 2021, de 7 de janeiro até 4 de julho (fim do contrato) foram gastos R$ 45.494.035,60.
 
Camila Souza explicou que no último período do contrato com a CS Brasil, a média mensal foi de R$ 6.499.266,40. Já no novo contrato, firmado com a Peralta Ambiental o aumento dessa média foi de R$ 226.307,67. “Quando a gente fala em uma comparação, estamos falando de uma diferença de pouco mais de duzentos mil. Se a gente fizer essa contagem, mesmo em um período de sete meses, a diferença não vai chegar a dez milhões”, afirmou a secretária.
 
Camila também informou que foi necessária uma contratação emergencial para a continuidade do serviço de coleta de lixo. De acordo com ela havia um estudo para a realização de uma Parceria Público-Privada, que direcionava para a instalação de um aterro sanitário na Chácara Guanabara. Por conta disso a Prefeitura decidiu não continuar com o processo de estudo, que direcionava para o aterro.
 
“É uma reunião muito importante para o processo de fiscalização da nossa Casa e é esclarecedor. Por estar aqui a três mandatos eu não tinha conhecimento dos valores desses contratos. Com isso podemos ver o tamanho dos reajustes e fico confortável em ver que são reajustes usuais”, afirmou o vereador Marcos Furlan (DEM), líder do governo municipal na Câmara.
 
A secretária municipal de Serviços Urbanos explicou que a empresa irá continuar o serviço por meio de licitação até a Prefeitura achar que é viável realizar uma Parceria Público-Privado para a realização da coleta de lixo na cidade.
 
“Este é um contrato muito importante, primeiro porque é o mais caro para a cidade. Então é um contrato que diz respeito a um serviço essencial e ao dinheiro do Município”, ressaltou Iduigues Martins.

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